Enem 2026: veja dicas de alimentação e hidratação para o dia da prova

Médica explica como escolhas simples podem ajudar no controle da ansiedade e do estresse, além de garantir o foco durante as cinco horas de exame

Com a proximidade do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026, os cuidados com a alimentação e a hidratação tornam-se parte fundamental da preparação dos candidatos. Em uma avaliação de longa duração, as escolhas alimentares e a ingestão de líquidos influenciam diretamente a disposição física, o foco e a prevenção de desconfortos gastrointestinais durante o teste.

A médica Gabriela Gomes reúne orientações essenciais sobre o que priorizar antes e durante a avaliação, alertando para os riscos do consumo excessivo de açúcar e estimulantes:

1. Refeição equilibrada antes do exame

O almoço pré-prova deve combinar alimentos que promovam saciedade sustentada sem provocar sensação de peso ou lentidão. A recomendação inclui o clássico prato brasileiro: arroz, feijão, frango grelhado e legumes frescos, equilibrando carboidratos complexos, proteínas magras e fibras.

“É importante evitar exageros, frituras e alimentos muito gordurosos, pois refeições pesadas podem provocar desconforto gastrointestinal e aumentar a sensação de sonolência”, alerta a médica.

2. Lanches familiares e práticos

Banana, maçã, castanhas, amendoim e barras de cereais são alternativas eficientes para levar ao local de prova, desde que já integrem a rotina alimentar habitual do candidato. A proposta do lanche é manter a energia estável e conter a fome sem desviar a atenção das questões. Especialistas ressaltam que nenhum alimento isolado opera milagres sobre a concentração ou a memória imediata.

3. Cuidado com o mito do chocolate

Embora a glicose represente combustível primário para o cérebro, ingerir grandes quantidades de doces ou chocolates pode provocar picos rápidos de glicemia seguidos de quedas bruscas (rebote hipoglicêmico), gerando sonolência e fadiga mental. O ideal é manter a moderação sem transformar o açúcar em apoio para o raciocínio.

4. Hidratação contínua e moderada

A ingestão de água deve ocorrer em pequenos goles regulares, respeitando os sinais de sede. Cortar totalmente o consumo por receio de perder tempo no sanitário é prejudicial, assim como exagerar a ponto de provocar idas constantes ao banheiro.

5. Moderação com café e estimulantes

Doses elevadas de cafeína podem disparar crises de ansiedade, taquicardia e tremores motores, sobretudo em participantes já submetidos à tensão do concurso. A orientação médica é não alterar a quantidade costumeira de café nem experimentar bebidas termogênicas ou energéticos no dia do exame:

“Essas bebidas podem provocar efeitos cardiovasculares e neurológicos indesejáveis. O dia da prova não é o momento de aumentar a dose ou experimentar novos produtos”, pontua a Dra. Gabriela.

6. Descanso não se substitui

Nenhum composto energético compensa o prejuízo cognitivo provocado pela privação de sono. Na reta final, a melhor estratégia é priorizar noites de repouso regular, alimentação conhecida e hidratação disciplinada, garantindo previsibilidade e estabilidade física durante as cinco horas de prova.

Fonte: Portal Debate Carajás

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