Serviço gratuito permite consultar se o telefone que fez contato pertence aos canais oficiais da instituição.
Serviço gratuito permite consultar se o telefone que fez contato pertence aos canais oficiais da instituição. Crédito: Reprodução/DPE-PA
A população já pode consultar se um número de telefone está cadastrado como canal oficial da Defensoria Pública do Estado do Pará (DPE-PA). A ferramenta, disponível no site da instituição, foi criada para ajudar a identificar contatos suspeitos e evitar golpes aplicados por pessoas que se passam por defensores públicos ou servidores.
As fraudes geralmente começam pelo WhatsApp. Os criminosos usam o nome da Defensoria para pedir transferências bancárias, enviar links de supostas videochamadas ou cobrar valores para liberar processos e documentos. Em algumas situações, as vítimas são induzidas a pagar taxas inexistentes sob a promessa de receber dinheiro referente a ações judiciais.
O sistema foi desenvolvido pela Diretoria de Inovação e Transformação Tecnológica (DITEC), a partir de um modelo da Defensoria Pública do Amapá. A iniciativa partiu do Grupo de Trabalho de Combate a Golpes Digitais da instituição paraense, que reúne medidas para prevenir fraudes e orientar os cidadãos.
A defensora pública-geral do Pará, Mônica Belém, destaca que a proteção dos assistidos exige atenção especial, principalmente porque muitas pessoas atendidas pela instituição enfrentam dificuldades sociais e econômicas. Já o subdefensor público-geral de Gestão e coordenador do grupo de trabalho, João Paulo Lédo, ressalta que a consulta telefônica integra outras ações de prevenção, como campanhas informativas e iniciativas em parceria com as forças policiais.
A consulta pode ser feita pelo celular ou computador. Para isso, o usuário deve acessar o site
defensoria.pa.def.br, procurar o banner da ferramenta na página inicial e digitar o número que entrou em contato.A Defensoria reforça que todos os serviços oferecidos pela instituição são gratuitos. Nenhum defensor público ou servidor está autorizado a cobrar por meio de PIX, depósitos ou transferências para movimentar processos ou liberar valores judiciais.
Saiba como agir
Ao desconfiar de um contato, a orientação é interromper a conversa, evitar clicar em links e não fornecer dados pessoais, senhas, códigos de verificação ou informações bancárias. Também é importante guardar capturas de tela, números de telefone e comprovantes de eventuais transferências para auxiliar na apuração do caso.
Quem tiver dúvidas ou identificar uma possível tentativa de golpe pode procurar a Defensoria pelo telefone 129, na Região Metropolitana de Belém. No interior do Pará, os endereços e contatos das unidades estão disponíveis no site oficial da instituição.
Fonte: Roma News


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