Mineradora destaca investimentos de R$ 51 milhões em projetos socioambientais, avanço da Linha de Transmissão, adesão ao GISTM e ações voltadas ao desenvolvimento sustentável no Oeste do Pará
A Mineração Rio do Norte (MRN) divulgou o Relatório de Sustentabilidade 2025, documento que reúne os principais resultados ambientais, sociais e operacionais da empresa e apresenta os avanços para um novo ciclo de atuação na Amazônia.
Em 2025, a companhia produziu 12,8 milhões de toneladas de bauxita, destinou R$ 51 milhões para investimentos socioambientais, contratou R$ 701,2 milhões em materiais e serviços de fornecedores do Oeste do Pará e avançou na implantação da Linha de Transmissão, projeto que permitirá reduzir em até 90% as emissões relacionadas à geração de energia elétrica, contribuindo para uma redução de 25% na pegada total de carbono da MRN.
O relatório segue as normas internacionais da Global Reporting Initiative (GRI) e reforça o compromisso da empresa com a mineração responsável na Floresta Nacional de Saracá-Taquera, em Porto Trombetas, no município de Oriximiná.
Segundo o CEO da MRN, Guido Germani, o crescimento da empresa está diretamente ligado ao respeito ao território e às comunidades.
“Crescer de forma sustentável significa olhar para além dos resultados econômicos. Significa construir relações de confiança, atuar com transparência e contribuir para o desenvolvimento da Amazônia e das pessoas que vivem neste território”, destacou.
Descarbonização e segurança na gestão de rejeitos
Um dos principais avanços ambientais foi o andamento do Projeto Linha de Transmissão (PLT 230 kV), que encerrou 2025 com 25% de execução física e autorização do IBAMA para supressão de vegetação.
O empreendimento terá 98 quilômetros de extensão, ligando as operações da MRN ao Sistema Interligado Nacional (SIN), a partir de Oriximiná. A iniciativa permitirá substituir parte da geração térmica movida a óleo combustível por energia limpa, reduzindo emissões e fortalecendo a transição energética da empresa.
Outro destaque foi a adoção dos 77 requisitos do Global Industry Standard on Tailings Management (GISTM), padrão internacional voltado à segurança das estruturas de armazenamento de rejeitos.
A MRN também ampliou o uso da disposição de rejeitos a seco, reaproveitando o material desidratado no preenchimento das cavas mineradas. Em 2025, foram destinados 2,2 milhões de metros cúbicos de rejeitos secos, evitando a abertura de novas áreas e preservando 118 hectares de floresta nativa.
A empresa alcançou ainda 84% de recirculação da água utilizada na usina de beneficiamento de bauxita.
Restauração florestal e preservação da biodiversidade
O compromisso ambiental da MRN também aparece nos números de recuperação de áreas degradadas. A empresa já restaurou mais de 8.052 hectares de floresta nativa na Amazônia.
Somente em 2025, foram recuperados 351 hectares, com o plantio de 455.588 mudas de 100 espécies nativas e a produção de 527.745 mudas no viveiro da empresa.
Outro projeto de destaque é a recuperação do Lago Batata, iniciada em 1989, com acompanhamento técnico-científico realizado em parceria com a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Investimentos sociais e desenvolvimento regional
Na área social, a MRN destinou mais de R$ 51 milhões para programas voluntários e ações relacionadas a condicionantes ambientais em 2025.
A empresa também realizou um aporte de R$ 15 milhões à Associação das Comunidades Remanescentes de Quilombo do Alto Trombetas II (ACRQAT), referente à participação nos resultados da lavra no Platô Monte Branco.
O Hospital de Porto Trombetas (HPTR), certificado com ONA Nível 2, realizou mais de 41 mil atendimentos e procedimentos médicos gratuitos para moradores de comunidades ribeirinhas e quilombolas de Oriximiná, Terra Santa e Faro.
Na geração de empregos, a empresa manteve mais de 7,5 mil postos de trabalho, com 85% dos profissionais paraenses. A participação de comunidades ribeirinhas e quilombolas chegou a 8,5% do quadro, enquanto a presença feminina alcançou 13% da equipe geral e 16,7% nos cargos de liderança.
Projeto Novas Minas amplia perspectiva de futuro
Os avanços apresentados no relatório fazem parte da preparação para um novo ciclo da MRN com o Projeto Novas Minas (PNM), que prevê a continuidade das operações até 2044.
O projeto manterá uma produção média anual de 12,5 milhões de toneladas de bauxita, certificada pelos critérios da Aluminium Stewardship Initiative (ASI Chain of Custody).
Durante 2025, foram realizadas 46 reuniões de engajamento com 43 comunidades vizinhas, seguindo as diretrizes da Consulta Livre, Prévia e Informada junto aos territórios quilombolas de Alto Trombetas II e Boa Vista.
A etapa resultou na obtenção da Licença de Instalação do projeto em abril de 2026.
Confira neste link o Relatório de Sustentabilidade 2025.
• 12,8 milhões de toneladas de bauxita produzidas;
• R$ 1,7 bilhão em valor econômico distribuído;
• R$ 701,2 milhões em compras contratadas no Oeste do Pará;
• R$ 51 milhões destinados a projetos socioambientais;
• 527.745 mudas nativas produzidas e 455.588 plantadas;
• 351 hectares reflorestados em 2025;
• Mais de 8 mil hectares restaurados acumulados;
• 84% de reaproveitamento de água na planta de beneficiamento;
• 99,8% dos resíduos industriais destinados a reuso, reciclagem ou coprocessamento;
• 2,2 milhões de m³ de rejeitos secos reaproveitados;
• 45.703 quelônios devolvidos à natureza;
• 46 reuniões de diálogo com 43 comunidades vizinhas.
Com os resultados apresentados, a MRN reforça sua atuação na Amazônia, conciliando produção mineral, conservação ambiental e desenvolvimento social no Oeste do Pará.
Fonte: Agência MáquinaPor: Ingrid Reis

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