Grupo levou à arena de Alter do Chão o tema “Tapajônica: História Não Contada”, destacando povos tradicionais, identidade amazônica e preservação ambiental.
Torcida do Boto Cor de Rosa no Sairé 2026 — Foto: Kamila Andrade/g1
O Boto Cor-de-Rosa abriu, neste sábado (20), as apresentações da disputa do Sairé 2026, na vila de Alter do Chão, em Santarém, no oeste do Pará. Com o tema “Tapajônica: História Não Contada”, o grupo levou para a arena um espetáculo inspirado na cultura, nos povos tradicionais e na preservação do meio ambiente.
Apresentador do Boto Cor de Rosa no Sairé 2026 — Foto: Kamila Andrade/g1
O espetáculo contou com a participação dos itens que fazem parte da apresentação do boto, entre eles personagens que representam a cultura e o imaginário amazônico.
A rainha do artesanato destacou a emoção de representar a cultura local no palco do Sairé.
“Eu dei o meu melhor, meu máximo. Teve toda a preparação de muitos meses pra gente estar aqui. E carregar esse vestido lindo, cheio de representatividade com os nossos povos originários, é muito satisfatório”, contou Carina Carvalho.
A apresentação também marcou a estreia da nova Rainha do Sairé. Ela falou sobre a responsabilidade de representar um dos principais símbolos da festividade.
Rainha do artesanato do Boto Cor de Rosa no Sairé 2026 — Foto: Kamila Andrade/g1
“É uma emoção muito diferente. É um prazer representar um item tão importante com a minha cultura, que conta a história do meu povo”, disse Geovana Vaughan.
Rainha do Sairé do Boto Cor de Rosa no Sairé 2026 — Foto: Kamila Andrade/g1
Para colocar o espetáculo na arena, o grupo passou meses em preparação. Segundo o presidente do Boto Cor-de-Rosa, Thiago Vasconcelos, o trabalho começou ainda no mês de março.
“Começamos o nosso trabalho no mês de março e hoje entregamos um grande espetáculo. Saímos daqui de cabeça erguida. O Boto Cor-de-Rosa trabalhou o ano todinho para esse momento, para conseguir entregar. ‘Tapajônica’ é o nosso tema, valorizando o povo de Alter do Chão, valorizando nossa cultura, valorizando e pedindo preservação do nosso meio ambiente.”
Avaliação
A apresentação do Boto Cor-de-Rosa será avaliada por uma comissão julgadora formada por três jurados com direito a voto e um presidente, que não participa da votação.
Durante os espetáculos, os jurados não podem utilizar celulares nem manter contato com dirigentes dos grupos. Depois de cada apresentação, as cédulas são lacradas e ficam sob custódia da Polícia Militar até o dia da apuração.
Ao todo, 16 quesitos serão avaliados:
- Apresentador;
- Cantador;
- Rainha do Sairé;
- Cabocla Borari;
- Curandeiro;
- Rainha do Artesanato;
- Boto Homem Encantador;
- Boto Animal;
- Rainha do Lago Verde;
- Carimbó;
- Organização do Conjunto Folclórico;
- Alegorias;
- Letra e Música;
- Ritual;
- Sedução;
- Galera.
O Boto Cor-de-Rosa foi o primeiro a entrar na arena. A disputa segue com a apresentação do outro grupo folclórico, que também será avaliado nos 16 quesitos.
Fonte: G1 Santarém

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