PF e Receita investigam esquema que movimentou R$ 50 milhões no Pará e Tocantins

Operação foi deflagrada na quinta-feira (20) e teve como principais alvos empresas e empresários de Redenção, no sul do Pará, e de Palmas (TO).A Polícia Federal e a Receita Federal investigam um esquema de importação e comercialização irregular de eletrônicos que teria movimentado cerca de R$ 50 milhões entre 2022 e 2025 nos estados do Pará e Tocantins.

A operação foi deflagrada na quinta-feira (20) e teve como principais alvos empresas e empresários de Redenção, no sul do Pará, e de Palmas (TO).

Ao todo, foram cumpridos 11 mandados de busca e apreensão, sendo oito em Redenção e três na capital tocantinense. As ordens judiciais foram cumpridas em estabelecimentos comerciais e residências ligadas aos investigados.

Segundo as apurações, os produtos eletrônicos teriam entrado no país de forma irregular e, posteriormente, sido comercializados sem o devido recolhimento de tributos.

A investigação também aponta a existência de movimentações financeiras sem documentação fiscal e contábil suficiente para comprovar a origem e a destinação dos valores.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de aproximadamente R$ 45 milhões em bens e valores relacionados aos investigados. A medida tem como objetivo preservar o patrimônio que poderá ser utilizado para ressarcimento aos cofres públicos em caso de eventual condenação.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos documentos e equipamentos eletrônicos, que serão analisados pela Polícia Federal e pela Receita Federal.

O material deverá auxiliar na identificação do fluxo das mercadorias, das empresas envolvidas e da movimentação financeira do grupo investigado.

A ação foi divulgada por alguns veículos como Operação Mercado Cinza, em referência à comercialização de produtos que circulam fora dos canais regulares de importação e tributação.

Os investigados poderão responder, conforme o avanço das apurações, por crimes como descaminho, associação criminosa e delitos contra a ordem tributária.

As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e dimensionar o possível prejuízo causado pelo esquema.

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