Edilza Ferreira Duarte, de 30 anos, cumpria liberdade provisória e respondia a processos por tráfico de drogas e associação criminosa; suspeito foi preso após o crime e confessou a autoria, segundo a polícia
Crime aconteceu na noite de sexta (28) no bairro Esperança — Foto: Romário Santos
Foi identificada como Edilza Ferreira Duarte, de 30 anos, a mulher encontrada morta a golpes de faca na noite de sexta-feira (28), no bairro Esperança, em Santarém, no oeste do Pará.
O crime aconteceu em uma vila de quartos que funciona como hospedaria. Segundo informações divulgadas pelo g1, a vítima havia deixado a penitenciária menos de 24 horas antes de ser morta.
Um levantamento realizado pelo portal no sistema do Tribunal de Justiça do Estado do Pará (TJPA) apontou que Edilza havia sido beneficiada com liberdade provisória, mediante o cumprimento de medidas cautelares determinadas pela Justiça.
Entre as restrições impostas estava a proibição de frequentar bares, festas, casas noturnas e locais de consumo de bebidas alcoólicas ou entorpecentes.
Vítima respondia a processos criminais
De acordo com os autos consultados no TJPA, Edilza respondia a processos relacionados a tráfico de drogas, associação criminosa e infrações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
As acusações são relacionadas a um caso registrado em 2021, no município de Medicilândia, no Pará, quando Edilza e outros suspeitos, incluindo uma adolescente, teriam sido encontrados em uma residência onde foram apreendidos entorpecentes.
Suspeito foi preso após o crime
Edilza foi atingida por facadas na região da cabeça e do pescoço. Após o crime, o suspeito fugiu a pé, mas foi localizado e preso pela Polícia Militar horas depois, na casa da própria mãe, na Avenida Magalhães Barata.
Na Seccional Urbana de Polícia Civil, o homem confessou a autoria do crime, segundo as informações divulgadas pela polícia.
Em depoimento, ele afirmou que teria conhecido Edilza no mesmo dia do crime e que os dois teriam consumido bebida alcoólica antes de uma discussão.
Ainda conforme a versão apresentada pelo suspeito à polícia, os dois teriam entrado em luta corporal, e Edilza teria arremessado uma garrafa de cerveja contra a cabeça dele antes do ataque com a faca.
As circunstâncias e a dinâmica do crime deverão continuar sendo investigadas pela Polícia Civil.
O caso chama atenção também pelo curto intervalo entre a saída de Edilza do sistema prisional e sua morte, ocorrida menos de um dia depois da concessão da liberdade provisória.
Fonte: G1 Santarém

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