Hana e Helder devem adotar neutralidade na disputa presidencial

Decisão do MDB de não apoiar nenhum candidato ao Planalto no primeiro turno fortalece estratégia de concentrar a campanha no Pará e priorizar as candidaturas ao Governo e ao SenadoA decisão do MDB Nacional de não declarar apoio oficial a nenhum candidato à Presidência da República no primeiro turno das eleições de 2026 deve levar a governadora Hana Ghassan, candidata à reeleição, e o ex-governador Helder Barbalho, pré-candidato ao Senado, a adotarem uma postura de neutralidade na disputa pelo Palácio do Planalto.

A orientação foi definida durante a Convenção Nacional do partido, realizada na última segunda-feira (27), e dá liberdade para que os diretórios estaduais conduzam suas estratégias eleitorais de acordo com a realidade política de cada estado.

No Pará, a resolução reforça a prioridade da legenda nas candidaturas de Hana e Helder, que foram incluídas pela Executiva Nacional entre os projetos considerados estratégicos para as eleições deste ano. Com isso, a tendência é que a campanha emedebista concentre esforços na sucessão estadual e na disputa pelo Senado, sem vincular o projeto político local a um presidenciável específico.

Ao abrir mão de uma aliança nacional para o Planalto, o MDB busca evitar que a polarização da eleição presidencial provoque divisões internas ou dificulte a formação de alianças nos estados. A medida amplia a margem de negociação do partido no Pará com siglas de diferentes campos políticos, preservando o foco na construção da chapa majoritária liderada por Hana Ghassan e Helder Barbalho.

Segundo o presidente nacional do MDB, Baleia Rossi, a autonomia concedida aos estados fortalece a unidade da legenda.

“A liberação nacional acaba unindo e pacificando, deixando o partido mais forte para que nos estados tenha um resultado bastante positivo”, afirmou.

Além de priorizar as disputas estaduais, a decisão marca uma mudança histórica para o MDB. Esta será a primeira eleição presidencial desde 2006 em que a legenda não terá candidato próprio nem fará parte oficialmente de uma coligação nacional no primeiro turno.

A estratégia concentra os esforços na eleição de governadores, senadores e no fortalecimento das bancadas no Congresso Nacional e nas assembleias legislativas.

No caso do Pará, a expectativa é de que Hana Ghassan e Helder Barbalho mantenham a campanha voltada às pautas estaduais, deixando a disputa presidencial em segundo plano e preservando a ampla base política construída pelo MDB no estado.

Fonte: Gazeta Carajás 

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