Dia dos Pais: reconhecimento de paternidade garante direitos fundamentais e transforma vidas no Pará

Procedimento assegura direitos como identidade, pensão alimentícia, herança e convivência familiar; Defensoria Pública destaca importância da regularização

O reconhecimento de paternidade vai muito além da inclusão do nome do pai na certidão de nascimento. O procedimento garante à criança, ao adolescente ou até mesmo ao adulto direitos fundamentais, como identidade, acesso à pensão alimentícia, herança, convivência familiar e o direito de conhecer a própria história.

Segundo a defensora pública estadual Jacqueline Bastos Loureiro, coordenadora do Núcleo de Atendimento Especializado à Família (Naefa), o reconhecimento pode ser feito em qualquer idade e representa um direito ligado à identidade, à origem biológica e aos vínculos familiares.

“Esse reconhecimento fortalece vínculos afetivos, promove dignidade e assegura diversos direitos à criança, ao adolescente e até mesmo ao adulto que busca conhecer sua história”, afirmou.

Reconhecimento pode ser feito em cartório

Quando o pai reconhece voluntariamente a paternidade, o procedimento pode ser realizado diretamente no Cartório de Registro Civil, com orientação da Defensoria Pública e sem necessidade de processo judicial.

Nos casos em que o suposto pai se recusa a reconhecer o filho, a mãe, o próprio filho ou seu representante legal podem procurar a Defensoria Pública para entrar com uma ação de investigação de paternidade.

Durante o processo, o juiz pode determinar a realização do exame de DNA, além de analisar outros elementos de prova para confirmar o vínculo de filiação.

Após o reconhecimento judicial, o nome do pai é incluído no registro civil.

DNA ajuda na confirmação da paternidade

O exame de DNA costuma ser solicitado quando existe dúvida ou negativa do suposto pai. O procedimento é considerado seguro e possui alto índice de precisão.

Segundo a Defensoria, a recusa injustificada em realizar o exame pode gerar presunção de paternidade, que será avaliada pelo juiz junto com as demais provas do processo.

Direitos garantidos após o reconhecimento

Com a confirmação da paternidade, o filho passa a ter assegurados direitos como:

  • Pensão alimentícia;
  • Convivência familiar;
  • Inclusão do sobrenome paterno;
  • Direitos sucessórios e patrimoniais;
  • Direitos previdenciários;
  • Direito de conhecer sua origem e fortalecer sua identidade familiar.

Procura aumenta no Dia dos Pais

A Defensoria Pública do Pará registra aumento na procura pelo serviço próximo ao Dia dos Pais e participa do projeto nacional “Meu Pai Tem Nome”, que oferece orientação jurídica, mediação, reconhecimento voluntário de paternidade e encaminhamento de medidas judiciais quando necessário.

Apesar dos avanços, a defensora destaca que ainda existe preconceito sobre o tema. Segundo ela, muitas pessoas associam o reconhecimento apenas à pensão alimentícia, mas o direito envolve principalmente identidade, dignidade e pertencimento familiar.

“O reconhecimento de paternidade não representa apenas um direito jurídico; representa o direito de cada pessoa conhecer sua história, sua origem e sua identidade”, afirmou Jacqueline.

Em Belém, o atendimento da Defensoria Pública do Pará pode ser agendado pelo portal da instituição ou pelo telefone 129. O serviço é gratuito.

Fonte: Oliberal 

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