Daniel Santos promete priorizar mães atípicas, mas debate sobre saúde em Ananindeua reacende críticas à gestão anterior

Atendimento especializado, estrutura dos CAPS, recursos federais e investigações envolvendo contratos municipais entram no debate durante a pré-campanha ao Governo do ParáAs propostas voltadas ao atendimento de mães atípicas apresentadas pelo ex-prefeito de Ananindeua e pré-candidato ao Governo do Pará, Daniel Santos, reacenderam discussões sobre a política de saúde implantada durante sua gestão no município.

O debate envolve principalmente a estrutura da rede de atendimento especializado, os serviços destinados a crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e outras condições neurodivergentes, além do funcionamento dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS).

Familiares de pacientes relatam dificuldades relacionadas ao acesso aos serviços especializados, citando situações como cancelamento de consultas, falta de profissionais e interrupções de atendimentos em algumas unidades da rede municipal.

Outro ponto levantado durante as discussões é a perda de recursos federais destinados à construção de uma nova unidade do CAPS em Ananindeua. Conforme informações relacionadas à gestão municipal da época, o repasse não teria sido efetivado devido a pendências administrativas.

Além das questões ligadas à saúde pública, a pré-campanha também trouxe novamente ao debate a Operação Hades, conduzida pelo Ministério Público do Estado do Pará e pela Polícia Civil.

As investigações apuram possíveis irregularidades em contratos firmados pela administração municipal durante a gestão de Daniel Santos. Entre os fatos investigados está a suspeita de que empresas contratadas pelo município teriam realizado pagamentos relacionados à aquisição de um imóvel no Ceará.

Até o momento, não existe condenação definitiva envolvendo os fatos investigados.

O cenário amplia as discussões sobre gestão pública e saúde no município de Ananindeua, especialmente diante da entrada de Daniel Santos na disputa pelo Governo do Pará.

Posicionamento

Para garantir o direito ao contraditório e à ampla defesa, a matéria permanece aberta para manifestação de Daniel Santos sobre os questionamentos relacionados ao funcionamento da rede municipal de saúde, à perda de recursos federais e às investigações da Operação Hades.

Fonte: Portal O Fato

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