Programa destina R$ 10,8 milhões ao Oeste do Pará para ampliar cirurgias e reduzir filas por especialistas

Santarém será o município com o maior volume de investimentos; mas também pacientes encaminhados por outras 11 cidades, entre elas Alenquer, Aveiro, Belterra, Curuá, Mojuí dos Campos e Prainha.Divulgação 

As regiões de saúde do Baixo Amazonas e do Tapajós receberão mais de R$ 10,8 milhões do programa federal "Agora Tem Especialista", iniciativa do Ministério da Saúde criada para ampliar o acesso a consultas, exames especializados e cirurgias eletivas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Os recursos foram pactuados por meio das Resoluções nº 29 e nº 14 das Comissões Intergestores Regionais (CIR) e têm como principal objetivo reduzir as filas de espera por procedimentos especializados em toda a região oeste do Pará.

Ao todo, serão destinados R$ 10.873.327,26, distribuídos entre municípios que possuem estrutura para realizar atendimentos de média e alta complexidade e que atuarão como centros de referência para pacientes de cidades vizinhas. A expectativa é acelerar o acesso da população a serviços especializados e diminuir o tempo de espera por cirurgias que, em muitos casos, aguardam há anos na regulação do SUS.

Santarém será o município com o maior volume de investimentos. A cidade receberá R$ 5.097.325,05, consolidando-se como o principal polo regional de atendimento. O recurso será utilizado não apenas para atender moradores do município, mas também pacientes encaminhados por outras 11 cidades, entre elas Alenquer, Aveiro, Belterra, Curuá, Mojuí dos Campos e Prainha.

O segundo maior repasse será destinado a Itaituba, que contará com R$ 2.008.914,66 para ampliar a oferta de procedimentos especializados na Região de Saúde do Tapajós. Na sequência aparecem Oriximiná, com R$ 975.582,04, Monte Alegre, com R$ 602.129,84, e Almeirim, que receberá R$ 441.811,57.

Também foram contemplados os municípios de Prainha (R$ 328.710,86), Rurópolis (R$ 315.683,95), Novo Progresso (R$ 314.461,89), Trairão (R$ 188.523,40), Juruti (R$ 164.731,84), Placas (R$ 157.086,67), Alenquer (R$ 147.453,99), Terra Santa (R$ 49.276,66), Belterra (R$ 42.858,21) e Óbidos (R$ 38.776,61).

O programa estabelece que, obrigatoriamente, pelo menos 30% dos recursos sejam destinados ao atendimento ambulatorial, incluindo consultas e exames especializados. A medida busca garantir que o paciente tenha acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento médico antes da realização das cirurgias, promovendo uma linha de cuidado mais organizada e eficiente.

Os investimentos estão divididos em três frentes de atuação: atendimento ambulatorial, que engloba consultas e exames especializados; atendimento hospitalar, voltado às internações e demais cuidados em ambiente hospitalar; e a realização das cirurgias eletivas, destinadas principalmente a atender a demanda reprimida identificada pelos gestores municipais.

Nos municípios que não possuem estrutura para procedimentos de maior complexidade, como Mojuí dos Campos e Curuá, os pacientes continuarão sendo encaminhados para os centros regionais de referência. O modelo prevê cotas financeiras específicas para assegurar que esses moradores também tenham acesso aos serviços especializados oferecidos pelo programa.

De acordo com as resoluções aprovadas pelas Comissões Intergestores Regionais, os recursos serão transferidos aos Fundos Municipais de Saúde conforme a comprovação da produção assistencial registrada nos sistemas oficiais do SUS, como o Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA) e o Sistema de Informações Hospitalares (SIH).

Fonte: Estadonet

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