Prefeitura de Santarém reforça rede de proteção às mulheres após casos de feminicídio

Município oferece acolhimento, proteção e acompanhamento às mulheres em situação de violência por meio do Centro Maria do Pará e do Núcleo de Políticas Públicas para as Mulheres.Divulgação 

Os recentes casos de feminicídio registrados em Santarém entre os meses de janeiro e julho de 2026 acendem um alerta para toda a sociedade sobre a urgência de fortalecer a rede de proteção às mulheres e romper o ciclo da violência.

Cada vida interrompida representa uma perda irreparável, mas também reforça a necessidade de que mulheres em situação de violência saibam que não estão sozinhas e que existe uma rede preparada para acolhê-las antes que a violência alcance consequências irreversíveis.

Nesse contexto, a Secretaria Municipal de Trabalho e Assistência Social (Semtras) destaca o trabalho desenvolvido pelo Centro Maria do Pará e pelo Núcleo de Políticas Públicas para as Mulheres, referências no atendimento especializado a mulheres em situação de violência doméstica e familiar em Santarém.

Em 2026, o Centro Maria do Pará completou 15 anos de atuação, consolidando uma trajetória marcada pelo acolhimento, proteção e reconstrução de vidas. Ao longo desse período, 7.872 mulheres receberam atendimento especializado.

Atualmente, 522 mulheres permanecem em acompanhamento ativo, recebendo suporte de uma equipe multiprofissional preparada para oferecer atendimento humanizado, sigiloso e gratuito.

Além do acolhimento psicossocial, o Centro promove encaminhamentos para conclusão dos estudos, cursos de qualificação profissional, oficinas de geração de renda, emissão de documentos, acesso ao Cadastro Único, Programa Bolsa Família, Benefício de Prestação Continuada (BPC), Minha Casa, Minha Vida, aluguel social, acompanhamento psicológico, atendimento jurídico e acesso à rede pública de saúde.

A coordenadora do Centro Maria do Pará, Raimunda Silva, alerta que a violência contra a mulher geralmente ocorre de forma progressiva e que a busca por ajuda não deve acontecer apenas em situações extremas.

“A violência contra a mulher nem sempre começa com agressões físicas. Muitas vezes, ela se manifesta por meio de ameaças, humilhações, controle financeiro, isolamento e violência psicológica. Quanto mais cedo a mulher procurar apoio, maiores são as possibilidades de interromper esse ciclo e preservar sua vida.”

A coordenadora do Núcleo de Políticas Públicas para as Mulheres da Semtras, Noemi Moraes, reforçou que o enfrentamento à violência exige participação de toda a sociedade.

“Cada caso de violência contra a mulher precisa ser tratado com responsabilidade, sensibilidade e rapidez. Muitas vítimas permanecem em silêncio por medo, dependência emocional ou financeira e até por não conhecerem seus direitos. Nosso trabalho é mostrar que elas não estão sozinhas e que existe uma rede preparada para acolher, orientar e proteger.”

A secretária municipal de Trabalho e Assistência Social, Sílvia Freitas, destacou que romper o silêncio pode ser o primeiro passo para salvar uma vida.

“Os casos recentes de feminicídio nos entristecem profundamente e reforçam a importância de toda a sociedade estar atenta aos sinais da violência contra a mulher. Nenhuma vítima deve enfrentar essa realidade sozinha.”

Segundo a Semtras, familiares, amigos, vizinhos e toda a comunidade também possuem papel importante na prevenção da violência, ajudando a identificar sinais de risco e incentivando a busca por apoio.

Como buscar atendimento

O Centro Maria do Pará está localizado na Rua Magnólia, s/n, bairro Aeroporto Velho, nas proximidades da Semtras.

O atendimento ocorre de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h.

Contato: (93) 99134-8542.

Dados do Centro Maria do Pará

  • 7.872 mulheres atendidas desde a implantação;
  • 1.042 mulheres cadastradas;
  • 522 mulheres em acompanhamento ativo;
  • 320 mulheres desligadas;
  • 200 mulheres inativas;
  • 5 mulheres recebem aluguel social;
  • 427 beneficiárias do Bolsa Família;
  • 41 beneficiárias do BPC;
  • 47 mulheres contempladas pelo programa Minha Casa, Minha Vida.
Fonte: Agência Santarém 

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