Prazo legal da investigação americana termina em 15 de julho. Empresas dos dois países pressionam contra as tarifas e o governo brasileiro tenta ampliar a lista de exceções.
O governo dos Estados Unidos deve anunciar até a próxima terça-feira (15) se aplicará novas tarifas sobre produtos brasileiros. A medida pode afetar mais de 4 mil itens exportados pelo Brasil e colocar em risco cerca de US$ 14,9 bilhões em exportações.
O prazo corresponde ao encerramento da investigação conduzida pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR), enquanto empresas brasileiras e americanas pressionam para evitar novas barreiras comerciais.
Investigação da Seção 301
A investigação chamada de Seção 301 foi aberta pelo governo de Donald Trump para apurar possíveis “práticas comerciais desleais” adotadas pelo Brasil.
Caso as negociações não avancem, os Estados Unidos podem aplicar uma sobretaxa adicional de 25% sobre grande parte dos produtos brasileiros destinados ao mercado americano.
Segundo representantes do governo americano, ainda existe uma grande distância entre as propostas apresentadas pelos dois países.
Possível impacto para o Brasil
O chamado “tarifaço” pode atingir setores importantes da economia brasileira, como:
- siderurgia;
- aeronáutica;
- calçados;
- autopeças;
- carnes;
- outros produtos exportados.
Com uma tarifa maior, produtos brasileiros podem chegar mais caros ao consumidor americano, reduzindo a competitividade das empresas nacionais.
Duas frentes de tarifas
A ofensiva comercial dos Estados Unidos envolve duas investigações:
1ª medida:
Sobretaxa de 25% sobre produtos brasileiros, relacionada à investigação da Seção 301.
2ª medida:
Uma possível tarifa adicional de 12,5% envolvendo cerca de 60 países e relacionada a suspeitas sobre trabalho forçado em cadeias produtivas.
Caso as duas medidas sejam aplicadas, diversos setores brasileiros poderão sofrer aumento nos custos de exportação.
Empresas americanas também pressionam contra tarifas
Grandes empresas dos Estados Unidos se manifestaram contra novas barreiras comerciais, alegando que as tarifas também poderiam prejudicar negócios americanos.
Entre as empresas que demonstraram preocupação estão:
- Tesla;
- Coca-Cola;
- Nestlé;
- Siemens Energy;
- eBay.
Segundo essas empresas, muitos produtos brasileiros fazem parte das cadeias de produção dos Estados Unidos, e o aumento dos impostos poderia elevar custos internos.
Governo brasileiro busca exceções
Diante da possibilidade de aprovação das tarifas, o governo brasileiro passou a concentrar esforços na ampliação da lista de produtos que poderiam receber isenção ou tratamento diferenciado.
Além disso, há articulações políticas em Washington tentando influenciar a decisão americana.
Apesar das negociações, a expectativa é que uma decisão oficial seja anunciada dentro do prazo previsto.
Fonte: Mais Goiás

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