Presidente interina afirma que as reservas depositadas no Banco da Inglaterra devem ser utilizadas na reconstrução do país após terremotos que deixaram mais de 3,8 mil mortos.
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Delcy Rodríguez enviou uma carta ao rei Charles III solicitando a liberação do ouro venezuelano depositado no Banco da Inglaterra.
Cerca de 31 toneladas de reservas de ouro da Venezuela estariam mantidas no Reino Unido.
O metal é avaliado em aproximadamente US$ 2 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 10 bilhões.
O governo venezuelano afirma que pretende utilizar os recursos na reconstrução do país após os terremotos.
Delcy pede liberação das reservas de ouro
A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, enviou uma carta ao rei Charles III solicitando a liberação do ouro venezuelano depositado no Banco da Inglaterra.
A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 9 de julho, durante uma reunião da líder venezuelana com autoridades locais.
“Decidi enviar uma carta, entre outras, ao rei da Inglaterra, solicitando a liberação do ouro depositado no Banco da Inglaterra”, declarou Delcy.
Segundo a presidente interina, as reservas devem ser utilizadas para ajudar na recuperação do país após os terremotos.
“Esse ouro pertence ao nosso povo e deve ser usado para enfrentar as terríveis e trágicas consequências deste duplo terremoto”, afirmou.
Quanto ouro venezuelano está no Reino Unido?
Estimativas apontam que aproximadamente 31 toneladas de ouro pertencentes à Venezuela estejam depositadas no Banco da Inglaterra.
O valor do metal é estimado em US$ 2 bilhões. Na conversão apresentada pelo governo venezuelano, o montante corresponde a aproximadamente R$ 10 bilhões.
Os ativos foram retidos em meio às sanções aplicadas contra o governo de Nicolás Maduro a partir de 2019.
Número de vítimas dos terremotos
O balanço divulgado pelas autoridades venezuelanas aponta milhares de vítimas e graves danos à infraestrutura do país.
Os números apresentados até o momento são:
- 3.811 mortos;
- 16.740 feridos;
- 6.462 pessoas resgatadas;
- 17.907 pessoas desabrigadas;
- 856 edifícios afetados;
- 190 edifícios completamente destruídos.
Os terremotos provocaram uma crise humanitária e aumentaram a pressão sobre o governo para conseguir recursos destinados à reconstrução.
Como o governo pretende usar os recursos
O governo venezuelano afirma que pretende direcionar os recursos para o atendimento das vítimas e para a reconstrução das áreas atingidas pelos terremotos.
Entre as principais necessidades estão a recuperação de moradias, prédios públicos e outras estruturas afetadas pelos tremores.
Caracas também busca apoio financeiro internacional para enfrentar os impactos sociais e econômicos provocados pelo desastre.
Venezuela também pede recursos ao FMI
Além da carta enviada ao rei Charles III, Delcy Rodríguez afirmou que mantém negociações internacionais para recuperar ativos venezuelanos bloqueados no exterior.
A presidente interina disse ter conversado por telefone com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional, Kristalina Georgieva.
Durante a conversa, Delcy teria solicitado a liberação de aproximadamente US$ 5,1 bilhões pertencentes à Venezuela, valor equivalente a cerca de R$ 26,2 bilhões.
Governo venezuelano pede apoio à ONU
Na quarta-feira, 8 de julho, o governo venezuelano também fez um apelo à Organização das Nações Unidas.
O país pediu que a comunidade internacional aliviasse as sanções aplicadas à Venezuela ao longo dos últimos anos, em meio a denúncias de repressão política durante o governo de Nicolás Maduro.
A recuperação dos ativos bloqueados tornou-se uma das principais frentes diplomáticas do governo venezuelano após os terremotos.
Caracas argumenta que os recursos poderiam acelerar a reconstrução de moradias e o atendimento às milhares de pessoas afetadas pela tragédia.
O governo afirma que os valores eventualmente recuperados serão destinados a ações emergenciais e à reconstrução do país.
Fonte: AM Post

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