Belo Monte foi a hidrelétrica que mais gerou energia para o país no primeiro semestre

Desde que entrou em operação, em maio de 2016, a usina gerou 264.934.035 MWh, quantidade suficiente para atender toda a demanda nacional por cinco meses sem recorrer a outras fontes

A Usina Hidrelétrica de Belo Monte, no Pará, foi a hidrelétrica 100% brasileira que mais gerou energia para o país no primeiro semestre de 2026.

De acordo com a Norte Energia, concessionária responsável pelo empreendimento, a usina respondeu sozinha por 6,56% de toda a energia utilizada no Brasil nos seis primeiros meses do ano.

Entre janeiro e junho, Belo Monte produziu 23.068.227,6 megawatts-hora (MWh), volume suficiente para abastecer todo o Sistema Interligado Nacional (SIN) durante 12 dias.

A quantidade de energia gerada no primeiro semestre também seria capaz de suprir o consumo de 28 milhões de residências durante o mesmo período, número equivalente ao total de domicílios das regiões Norte e Nordeste.

O cálculo considera as moradias dos 26 estados e do Distrito Federal e tem como base os dados divulgados pela Empresa de Pesquisa Energética no Anuário Estatístico de Energia Elétrica 2026.

Por utilizar uma fonte de energia limpa e renovável, a geração registrada pela usina no período também evitou a emissão de gases de efeito estufa.

Caso a mesma quantidade de energia tivesse sido produzida por usinas termelétricas movidas a gás, cerca de 9,7 milhões de toneladas de dióxido de carbono seriam lançadas na atmosfera.

“Este é o sexto ano consecutivo em que Belo Monte lidera a geração de energia hidrelétrica no país no primeiro semestre. A produção posiciona o empreendimento como estratégico e fundamental para a segurança energética do Brasil”, afirmou Luiz Eduardo Osorio, presidente da Norte Energia.

“Bateria” do sistema elétrico brasileiro

Por ser uma usina com reservatório a fio d’água, Belo Monte depende do aproveitamento máximo do período de maior vazão do Rio Xingu, que ocorre nos primeiros seis meses do ano.

Segundo a concessionária, porém, o desempenho alcançado vai além das condições hidrológicas. A capacidade instalada e a flexibilidade de operação também são consideradas determinantes para os resultados da usina.

Belo Monte atua como uma espécie de “bateria” natural para o sistema elétrico brasileiro em duas frentes.

Com o crescimento da participação das fontes eólica e solar na matriz energética do país, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) aciona Belo Monte principalmente nos períodos de maior demanda e durante a noite.

Quando a produção de energia eólica e solar diminui no fim do dia e o consumo aumenta, a hidrelétrica consegue elevar rapidamente sua geração, ajudando a manter a estabilidade do Sistema Interligado Nacional diante das oscilações dessas fontes.

A elevada produção de Belo Monte no primeiro semestre também contribui para preservar os níveis dos reservatórios das hidrelétricas localizadas nas regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Com isso, há uma redução da pressão sobre esses reservatórios e uma menor necessidade de acionamento de fontes de energia consideradas mais poluentes.

Belo Monte é a maior hidrelétrica totalmente brasileira e a quinta maior do mundo.

Desde que entrou em operação, em maio de 2016, a usina já gerou 264.934.035 MWh, quantidade suficiente para atender toda a demanda de energia do Brasil durante cinco meses sem a necessidade de recorrer a outras fontes.

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