Anvisa aprova novo medicamento infantil contra a doença de Chagas

Liberação do Lampit amplia opções de tratamento para crianças e adolescentes e chega em um momento de alerta no Pará, após aumento de casos e mortes registrados neste ano.Anvisa aprova novo medicamento infantil contra a doença de Chagas

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do medicamento Lampit (nifurtimox) para o tratamento da doença de Chagas em crianças e adolescentes de até 17 anos.

A aprovação também contempla recém-nascidos com peso igual ou superior a 2,5 kg, ampliando as alternativas disponíveis para combater a infecção causada pelo parasita Trypanosoma cruzi.

A medida é considerada um avanço no enfrentamento da doença, que continua sendo um problema de saúde pública em várias regiões do Brasil.

Pará registra aumento de casos

No Pará, a preocupação aumentou após o registro de casos da forma aguda da doença neste ano.

Dados da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa) indicam que, entre janeiro e março, foram confirmados 52 casos de doença de Chagas no estado, com cinco mortes registradas.

No estado, a transmissão está frequentemente relacionada ao consumo de alimentos contaminados, principalmente o açaí, quando existem falhas no processo de higienização, armazenamento ou manipulação do produto.

Como funciona o medicamento

Segundo a Anvisa, o Lampit é um medicamento antiparasitário que atua diretamente contra o Trypanosoma cruzi, provocando alterações que prejudicam a sobrevivência do parasita e favorecem sua eliminação pelo organismo.

O tratamento precoce é considerado importante para reduzir os riscos de evolução da doença e evitar complicações futuras.

Formas de transmissão

A doença de Chagas pode ser transmitida por diferentes formas, incluindo:

  • Contato com fezes do inseto barbeiro infectado;
  • Consumo de alimentos contaminados;
  • Transfusões de sangue;
  • Transplantes de órgãos;
  • Transmissão da mãe para o bebê durante a gestação ou parto.

A infecção possui duas fases:

Fase aguda: ocorre logo após a contaminação e pode apresentar sintomas leves ou até ausência de sinais.

Fase crônica: pode surgir anos depois e causar complicações graves, principalmente no coração e no sistema digestivo.

Com a aprovação do Lampit para o público infantil, especialistas esperam ampliar o acesso ao tratamento e reduzir os riscos de agravamento da doença, principalmente em crianças diagnosticadas precocemente.

Fonte: Roma News

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