Anvisa aprova medicamentos pediátricos para lúpus e esclerose múltipla

Passam a ser liberados o belimumabe e o ocrelizumabe

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, na segunda-feira (20), a ampliação do tratamento de lúpus e esclerose múltipla para crianças e adolescentes por meio de medicamentos específicos. A medida foi publicada no Diário Oficial da União.

Para crianças a partir de 5 anos de idade com lúpus eritematoso sistêmico (LES) ativo), o medicamento Benlysta (belimumabe) passa a ser indicado como tratamento complementar. A terapia é destinada a pacientes que apresentam alto grau de atividade da doença e que já utilizam tratamentos padrão, como corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou outros imunossupressores.

A nova autorização inclui as versões em caneta aplicadora/autoinjetora, uma alternativa que pode reduzir a necessidade de deslocamentos dos pacientes até centros de infusão e oferecer mais conforto às famílias. A formulação intravenosa do medicamento já possuía aprovação para pacientes pediátricos.

Outro medicamento que teve a indicação ampliada foi o Ocrevus (ocrelizumabe), que passa a ser autorizado para pacientes a partir de 12 anos de idade e 40 quilos, no tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR).

O ocrelizumabe é um anticorpo monoclonal recombinante que atua reduzindo a atividade inflamatória associada à doença.

Sobre o lúpus

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença inflamatória autoimune que pode atingir diferentes órgãos e tecidos, como pele, articulações, rins e cérebro.

Entre os principais sintomas estão:

  • febre;
  • rigidez muscular;
  • inchaços;
  • lesões na pele que podem piorar com exposição ao sol;
  • aumento dos gânglios linfáticos;
  • queda de cabelo.

Segundo a Sociedade Brasileira de Reumatologia, a doença afeta entre 150 mil e 300 mil pessoas no Brasil, principalmente mulheres entre 20 e 45 anos.

Sobre a esclerose múltipla

A esclerose múltipla é uma doença inflamatória crônica e autoimune que afeta o sistema nervoso central. O sistema imunológico ataca a mielina, estrutura que protege as fibras nervosas e ajuda na comunicação entre o cérebro e o restante do corpo.

Na forma remitente-recorrente, o paciente pode apresentar crises com novos sintomas neurológicos ou piora dos sintomas existentes, seguidas por períodos de recuperação parcial ou completa.

Entre os sinais mais comuns estão:

  • fadiga intensa;
  • dormência;
  • formigamento;
  • alterações na visão;
  • fraqueza muscular;
  • desequilíbrio;
  • dificuldade no controle da bexiga.

O diagnóstico é feito por um neurologista com apoio de exames complementares.

Fonte: Mais Goiás, com informações da Agência Brasil.

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