Ex-governador de Minas Gerais defende unidade da direita para 2026 e afirma que eventuais alianças serão discutidas no momento oportuno
O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta terça-feira (2) que pretende levar adiante sua pré-candidatura à Presidência da República até o fim. No entanto, ao ser questionado sobre a possibilidade de integrar uma chapa encabeçada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL), Zema evitou descartar completamente a hipótese e sinalizou que eventuais definições sobre alianças serão tratadas mais adiante.
A declaração foi feita durante a feira Megaleite 2026, em Belo Horizonte, evento que reuniu importantes lideranças do campo conservador. Além de Zema, participaram o governador em exercício de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União Brasil), e Flávio Bolsonaro, todos apontados como possíveis protagonistas da disputa presidencial de 2026.
Ao comentar a possibilidade de abrir mão da candidatura para ocupar a vice-presidência em uma chapa nacional, Zema afirmou que seu foco continua sendo a corrida ao Palácio do Planalto. Ainda assim, deixou espaço para futuras negociações políticas.
“Tudo será decidido no momento adequado. Mas, como tenho dito, estou com a minha pré-campanha e campanha. No segundo turno, como foi dito por nós, todos juntos contra o PT”, declarou.
Atritos com a direita
Além disso, o ex-governador buscou minimizar os recentes atritos dentro do campo da direita e reforçou o discurso de unidade entre os pré-candidatos.
“Eu, Caiado e Flávio estamos muito bem. Vamos estar nós três juntos no segundo turno contra o PT. Essa divergência é comum dentro de partidos, mas a direita estará unida no segundo turno, isso é certeza”, afirmou.
A fala ocorre após semanas de desgastes entre Zema e Flávio Bolsonaro, motivados por discussões envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro e investigações relacionadas ao setor financeiro.
Apesar das divergências recentes, o encontro na Megaleite foi marcado por sinais de aproximação e pela defesa de uma convergência entre as lideranças do grupo para a disputa de 2026.
Fonte: Jornal O Hoje

0 Comentários