A Polícia Civil apreendeu ainda três armas de fogo. Um quarto suspeito ainda não foi preso.
A Polícia Civil do Pará deflagrou a Operação Paz no Chapadão, em Santarém, prendendo três homens suspeitos de envolvimento em violentos conflitos agrários na região.
Entre os presos está Luiz Carlos Muniz, apontado como líder do grupo armado. Policiais apreenderam três armas de fogo e munições durante buscas em imóveis. Outros dois homens foram autuados em flagrante por posse ilegal de armas. A ação visa cessar crimes na disputa de terras e garantir a paz social.
A operação, coordenada pela Delegacia Especializada em Conflitos Agrários (DECA), cumpre medidas cautelares contra suspeitos de envolvimento em conflitos agrários, ameaças e lesões corporais na região do Chapadão. Três homens foram presos e armas apreendidas.
Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam para a possível atuação de um grupo armado que atuava diretamente na disputa possessória de terras rurais.
Durante as diligências, a equipe cumpriu mandado de prisão temporária contra Luiz Carlos Muniz, conhecido como “Luizão”, apontado como um dos principais envolvidos na violência registrada na região.
Ao g1, o delegado titular da DECA, Gilvan Almeida, relatou que em maio a Polícia Civil recebeu um vídeo e denúncia de uma vítima informando que, além de ameaças, ocorreram lesões corporais no local. No vídeo, é possível ver pessoas armadas, o que resultou no pedido de prisão dos suspeitos.
“É uma região com histórico de disputas por áreas que ainda não estão regularizadas. Não podemos permitir que essas disputas resultem em violência”, afirmou o delegado.
Apreensão de armas e flagrantes
Além da prisão de “Luizão”, os agentes cumpriram mandados de busca e apreensão em imóveis vinculados aos investigados. Foram apreendidas três armas de fogo — duas espingardas e um revólver calibre .38 —, além de diversas munições.
Outros dois homens, Alexandre de Souza Guimarães e Benedito Ferreira Filho, foram presos em flagrante e autuados por crimes previstos no Estatuto do Desarmamento, permanecendo à disposição da Justiça.
Os suspeitos devem responder por associação criminosa armada, posse irregular de arma de fogo e outros crimes que serão individualizados. Por se tratar de áreas federais, há possibilidade de atuação da Polícia Federal (PF).
Paz e ordem
A DECA esclareceu que a operação não tem como objetivo definir a titularidade das terras, mas sim cessar e apurar as condutas criminosas decorrentes dos conflitos. O foco é garantir a integridade física dos moradores e restabelecer a paz social.
As investigações continuam para identificar se os suspeitos integram uma associação criminosa armada e se participam de outros crimes de coação e violência na região.
Em nota, a Polícia Civil reafirmou seu compromisso com a segurança no campo e a repressão qualificada aos crimes agrários no Pará.
Fonte: g1 Santarém

0 Comentários