Helicóptero de luxo entra na mira de investigações contra Daniel Santos

MPPA apura suspeita de propina disfarçada na aquisição de patrimônio de luxo; aeronave é avaliada em cerca de R$ 8 milhõesAs investigações sobre o patrimônio atribuído ao ex-prefeito de Ananindeua e pré-candidato ao Governo do Pará, Daniel Santos, apontam um novo bem de alto valor: um helicóptero Robinson R66 turboélice, avaliado em aproximadamente R$ 8 milhões.

A aeronave passou a integrar a lista de bens investigados pelo Ministério Público do Pará (MPPA), que já estima um patrimônio próximo de R$ 100 milhões atribuído ao ex-prefeito.

Fabricado em 2015, o helicóptero é considerado o modelo mais potente da fabricante norte-americana Robinson Helicopter Company. Segundo registros da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave de matrícula PR-ISE está registrada em nome do empresário mineiro Adevar Castelan Junior.

Apesar disso, a Agropecuária JD, empresa pertencente a Daniel Santos, aparece como operadora do equipamento, indicando a utilização da aeronave pelo ex-prefeito.

Documentos citados na investigação apontam que a negociação do helicóptero teria sido formalizada entre Adevar Castelan e Daniel Santos. Em ação na Justiça Federal de Jundiaí, o empresário afirma ter firmado um Termo de Intenção de Compra com Daniel em agosto de 2024, concluindo a venda em outubro do mesmo ano.

As investigações do MPPA apuram suspeitas de que parte dos bens atribuídos ao ex-prefeito tenha sido adquirida com recursos fornecidos por empresários que mantinham contratos milionários com a Prefeitura de Ananindeua.

Entre os patrimônios já identificados estão uma mansão em Fortim, no Ceará, um jatinho avaliado em R$ 10,9 milhões, fazendas no Pará, cavalos de raça, máquinas pesadas, combustíveis e imóveis de alto padrão.

De acordo com o MPPA, há indícios de corrupção, lavagem de dinheiro, fraudes em licitações e pagamento de propinas disfarçadas na aquisição de patrimônio de luxo.

As apurações seguem em andamento para esclarecer a origem dos recursos usados na compra dos bens atribuídos ao ex-prefeito.

Fonte: Gazeta Carajás / MPPA.

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