Golpistas usam nome de juiz de Santarém para aplicar fraudes e causar prejuízos em municípios do oeste do Pará

Criminosos se passam pelo magistrado Flávio Lauande para pedir dinheiro, veículos e realizar falsas ações sociais; vítimas já registram perdas de milhares de reaisFlávio Lauande, juiz da comarca de Santarém Foto: Reprodução sócias

O nome do juiz Flávio Lauande, de Santarém, no oeste do Pará, está sendo utilizado por golpistas para aplicar fraudes em diferentes municípios da região. Os criminosos entram em contato com as vítimas se apresentando como o magistrado e solicitam transferências bancárias, empréstimo de veículos e até apoio financeiro para supostas ações sociais.

Segundo relatos recebidos por autoridades e lideranças políticas da região, os estelionatários alegam que os recursos seriam destinados a projetos filantrópicos do Poder Judiciário, distribuição de cestas básicas para famílias carentes ou aquisição de produtos diversos.

Até o momento, tentativas de golpe já foram registradas em pelo menos sete municípios: Juruti, Monte Alegre, Itaituba, Belterra, Mojuí dos Campos, Curuá e Medicilândia.

Como funciona o golpe

Em um dos casos relatados, um vereador de Medicilândia contou que os criminosos costumam procurar pessoas influentes nas cidades para obter indicações de proprietários de veículos, especialmente caminhonetes sem identificação.

De acordo com o relato, o falso juiz afirma estar organizando uma ação social e diz precisar alugar um veículo para o transporte de cestas básicas e outras atividades beneficentes. Após combinar o valor do aluguel, o golpista envia um comprovante ou boleto de pagamento com valor superior ao acertado.

Em seguida, entra novamente em contato com a vítima alegando que sua suposta assistente realizou um pagamento maior por engano e solicita a devolução da diferença. Convencida de que recebeu o valor corretamente, a pessoa transfere o dinheiro para o criminoso.

O prejuízo pode ser elevado. Segundo o vereador, um morador indicado por ele perdeu R$ 11,5 mil após cair no golpe. Para ressarcir a vítima, o parlamentar afirmou que precisou vender um terreno que possuía.

A orientação é que qualquer pessoa que receba contatos em nome de autoridades solicitando dinheiro, transferências bancárias ou empréstimo de bens desconfie imediatamente da abordagem. Em caso de suspeita, a recomendação é interromper a conversa, verificar a informação por canais oficiais e registrar ocorrência junto às autoridades competentes.

A Polícia Civil orienta que vítimas ou pessoas que tenham recebido contatos semelhantes procurem a delegacia mais próxima para formalizar denúncia e auxiliar nas investigações.

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