Funcionário do IML é investigado após suspeita de transferir R$ 7 mil da conta de homem morto

Viúva identificou movimentação bancária feita após a morte do maridoUm funcionário do Instituto Médico Legal (IML) foi preso preventivamente após ser apontado como principal suspeito de realizar uma transferência bancária utilizando o celular de um homem que havia morrido em um acidente. O caso veio à tona após a viúva da vítima identificar uma movimentação bancária considerada incompatível com o horário da morte do marido.

Daniel Nathan Ribeiro Andrade, de 36 anos, é investigado por supostamente ter transferido R$ 7 mil via Pix para sua própria conta bancária utilizando o aparelho celular do motociclista que morreu em um acidente de trânsito. A prisão preventiva foi cumprida na última segunda-feira (8).

A suspeita surgiu quando a esposa da vítima procurou o banco para encerrar a conta do marido e constatou a existência de uma transferência realizada após o falecimento. Ao verificar os dados do destinatário, descobriu que se tratava de um funcionário do Instituto Médico Legal de Santos.

Diante da situação, a mulher registrou um boletim de ocorrência e passou a acompanhar o caso. Segundo seu relato, ao retornar ao IML para buscar documentos necessários ao processo de inventário, ela encontrou o servidor investigado. A viúva afirma que o homem teria se apresentado com um nome diferente, fato que posteriormente foi comunicado à Polícia Civil.

Outro ponto que chamou a atenção da família foi o estado em que o celular da vítima foi devolvido. O aparelho estava quebrado e, após ser acessado, familiares perceberam que mensagens e arquivos armazenados no WhatsApp não estavam mais disponíveis. A situação levantou dúvidas sobre uma possível manipulação após a morte do motociclista.

Conforme a investigação, o corpo da vítima deu entrada no IML durante a madrugada do dia do acidente. Horas depois, familiares realizaram o reconhecimento oficial e receberam os pertences do motociclista.

Com a prisão do suspeito, a viúva espera que o caso tenha desdobramentos judiciais e que eventuais responsabilidades sejam apuradas. A investigação segue sob responsabilidade da Corregedoria da Polícia Civil, que busca esclarecer todas as circunstâncias envolvendo a movimentação financeira e o acesso ao celular da vítima.

Fonte da matéria: Roma News 

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