Conduzir veículo sem capacete e com o licenciamento em atraso liderou infrações
O Departamento de Trânsito do Estado (Detran) concluiu, nesta segunda-feira (8), a Operação Corpus Christi, com 56 pessoas autuadas por conduzir veículo sob a influência de bebida alcoólica. Destas, onze foram presas por crime de alcoolemia, que é quando o nível de álcool detectado pelo teste do etilômetro acusa índice igual ou superior a 0,34 miligrama. A penalidade para este caso é de detenção de seis meses a três anos, multa e suspensão do direito de dirigir.
Este ano, o Detran atuou em 45 municípios com mais de 200 agentes de fiscalização, tendo a Lei Seca como o principal foco da atuação do órgão por ser um comportamento que mais mata no trânsito em todo o país.
Apesar da letalidade da alcoolemia, no Pará, as infrações mais recorrentes registradas pelo Detran no último feriadão foram o não uso do capacete e a condução de veículos com o licenciamento em atraso. Somente nas rodovias fiscalizadas pelo órgão, foram 1.062 autuações pelo não uso do capacete pelo condutor e passageiros.
O Detran lembra que, além de obrigatório, o uso deste dispositivo de segurança é fundamental para proteger a vida em caso de sinistro. A infração é gravíssima, com multa de R$ 293,47, sete pontos na CNH e possibilidade de suspensão do direito de dirigir.
A segunda infração mais recorrente na operação foi o licenciamento em atraso, que registrou 658 autuações, seguida da ultrapassagem pela contramão na linha de divisão de fluxos opostos contínua amarela, que somou 279 autuações.
Os municípios de Marituba, Abaetetuba e Salinópolis lideraram as ocorrências em todo o Estado nos sete dias da Operação Corpus Christi, que registrou um total de 3.657 autos de infração e mais de 50 veículos removidos por irregularidades.
O coordenador de operações do Detran, Ivan Feitosa, destacou que, embora as ocorrências estejam menores se comparadas ao mesmo período do ano passado, ainda é elevado o número de autuações por comportamentos de risco.
“São infrações que vêm sendo combatidas pela fiscalização e educação, mas que alguns condutores ainda insistem em não respeitar a orientação dos órgãos de trânsito e que podem comprometer a vida nas rodovias”, comentou Feitosa.
(Agência Pará)

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