Clima esquenta na Câmara de Belterra: Vereador Lílico denuncia ameaças, rebate acusações e cobra postura da presidência

Parlamentar afirmou ter sido alvo de intimidação dentro da Câmara, criticou falas de outro vereador e alertou para possíveis problemas envolvendo a atuação da Águas do Pará no município.A sessão desta terça-feira (16) na Câmara Municipal de Belterra foi marcada por um pronunciamento forte do vereador Elivan Almeida, conhecido como Lílico. Da tribuna, o parlamentar denunciou um episódio de ameaça dentro das dependências da Casa Legislativa, rebateu declarações de outro vereador e cobrou providências imediatas da presidência do Parlamento.

Segundo Lílico, ele e o vereador Paulo Monteiro teriam sido vítimas de ameaças durante o intervalo da sessão anterior. O parlamentar afirmou que registrou boletim de ocorrência na delegacia.

“É inadmissível que, durante o exercício da função, sejamos ameaçados no nosso local de trabalho”, declarou.

O vereador também informou que protocolou pedido à presidência da Câmara cobrando medidas de segurança e providências institucionais. Para ele, o caso não pode ser ignorado nem tratado com naturalidade.

O discurso ganhou ainda mais tensão quando Lílico criticou falas atribuídas ao vereador Dr. Macedo. Segundo ele, teria sido dito que os parlamentares estariam em “conluio com o prefeito”, além de declarações publicadas em redes sociais sugerindo isolamento político.

Para Lílico, as falas representam ataque direto à imagem do Legislativo e geram desgaste perante a população.

“Aqui eu não vejo nenhum vereador lutar contra a população. Projeto que é bom para o povo sempre foi aprovado”, afirmou.

O parlamentar também reagiu ao uso de termos como “puxa-saco”, classificando a fala como desrespeitosa e incompatível com a postura de um vereador. Ele afirmou ainda que avalia entrar com representação por quebra de decoro parlamentar, citando possível violação do regimento interno.

“Até que ponto nós vamos aceitar ser humilhados aqui nesta Casa?”, questionou.

Durante o pronunciamento, Lílico destacou sua trajetória pessoal, reforçando origem humilde como filho de agricultor e sua ascensão até o Legislativo municipal.

Pressão aumenta e Águas do Pará vira alvo de críticas

Além da crise política interna, o vereador também colocou em pauta a atuação da empresa Águas do Pará. Ele relatou preocupação após participar de uma audiência pública em Santarém, onde foram discutidas regras e limites de fiscalização sobre o serviço.

Segundo o parlamentar, o cenário apresentado pode gerar dificuldades para os municípios, especialmente no que diz respeito à cobrança e fiscalização da empresa.

“Se acontecer em Belterra da forma como foi apresentado, nós estamos numa situação muito difícil”, alertou.

Lílico afirmou ainda ter recebido denúncias de moradores envolvendo faturas duplicadas e dificuldades de atendimento. Segundo ele, os casos já foram documentados e encaminhados à empresa.

O vereador também criticou a ausência de atendimento presencial no município, apontando que o serviço poderia ficar restrito a canais digitais.

“Essa empresa parece que não veio para contribuir, mas sim para atrasar a vida do povo”, disse.

Ao encerrar o discurso, o parlamentar pediu união dos vereadores e ação imediata da Câmara diante de dois pontos críticos: segurança dos parlamentares e problemas na prestação de serviços públicos.

“Temos que tomar providência, porque quem precisa de resposta é o povo”, concluiu.

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