O veículo tombou na quinta-feira (25), na BR-163, entre Rurópolis e Itaituba. Segundo a PRF, foram identificadas irregularidades no transporte do óleo.
Uma força-tarefa foi criada para conter o óleo de uma carreta que tombou na BR-163, na quinta-feira (25). O objetivo é evitar a poluição do Rio Tapajós.
A empresa responsável assumiu os danos do acidente e colabora com as ações. Equipes realizam estudos no Rio Cupary para conter o avanço do poluente.
A PRF registrou infrações de transporte e um Termo Circunstanciado por crime ambiental de poluição hídrica. Pó de serra foi espalhado para reduzir riscos na pista.
Foto: Óleo espalhado no Rio Cupary — Divulgação/Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rurópolis
Após uma carreta carregada com óleo queimado tombar na BR-163, equipes atuam em conjunto para minimizar os impactos provocados pelo acidente, ocorrido na última quinta-feira (25), no trecho entre Rurópolis e Itaituba, no sudoeste do Pará. Uma das principais preocupações é evitar que o poluente contamine as águas do Rio Tapajós.
O caso está sendo acompanhado pela Prefeitura de Rurópolis, pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Rurópolis e de Aveiro, pela Secretaria de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (Semas), pelo ICMBio e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF).
Segundo o secretário de Meio Ambiente de Rurópolis, Silvio Neimar da Silva, a empresa responsável pelo transporte do óleo foi identificada e se manifestou sobre o caso, colaborando com as ações e se comprometendo a arcar com os custos dos prejuízos provocados pelo acidente.
“Equipes estão no Rio Cupary fazendo os estudos para realizar a contenção da descida do óleo pra ver se ele não chega até o Rio Tapajós. A empresa assumiu total responsabilidade, não se omitiram, está cooperando com a fiscalização e contenção do dano”, contou o secretário.
Foto: Vazamento de óleo na BR-163 exige atenção redobrada de condutores
Segundo a PRF, para minimizar os danos provocados na rodovia, foi espalhado pó de serra para neutralizar o óleo, eliminando o risco de novos acidentes por perda de aderência.
Ainda segundo a PRF, durante a fiscalização técnica, foram constatadas diversas irregularidades no transporte do produto perigoso, como sinalização incorreta do painel de segurança, rótulo de risco inadequado e documentação sem a especificação da carga, em desacordo com a Resolução nº 5.998/2022 da ANTT.
A PRF informou ainda que foram lavrados os respectivos autos de infração. Devido à contaminação do curso d'água local, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) pelo crime ambiental de poluição hídrica. A ocorrência foi registrada e encaminhada para as providências da Justiça.
Fonte: G1 Santarém

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