Imunizante aumenta a capacidade das células de defesa de identificar e eliminar células cancerígenas associadas ao vírus
Uma possível vacina feita a partir de fragmentos modificados do papilomavírus humano (HPV) se mostrou eficaz no combate a células tumorais, segundo pesquisa da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, publicada na revista Science Advances em fevereiro. Nos testes, o imunizante aumentou em até oito vezes a capacidade das células de defesa de reconhecer e eliminar células cancerígenas.
Diferente das vacinas preventivas contra o HPV, este estudo trata de uma vacina terapêutica voltada para pessoas que já convivem com tumores originados pelo vírus. O imunizante contém um fragmento da proteína viral presente nas células tumorais, ativando o sistema imunológico para atacar especificamente essas células.
O estudo (vacina N-HSNA) mostrou aumento da resposta imunológica tanto em testes com animais quanto em células humanas in vitro. Camundongos vacinados tiveram prolongamento da sobrevida e redução potencializada de tumores quando o tratamento foi combinado com imunoterapia.
Segundo especialistas, o produto é pensado para complementar tratamentos atuais, como radioterapia e quimioterapia, ajudando a melhorar a resposta antitumoral do organismo. Apesar dos resultados promissores, os pesquisadores destacam que ainda são necessários testes clínicos em humanos para validar eficácia e segurança.
Prevenção e informações importantes
O HPV é transmissível por contato com pele ou mucosa e mais de 200 tipos do vírus existem, sendo os tipos 16 e 18 os mais associados a cânceres, geralmente sem causar verrugas. Vacinas preventivas já disponíveis no Brasil protegem contra os tipos de HPV mais cancerígenos e estão indicadas para crianças, adolescentes, imunossuprimidos e vítimas de violência sexual, podendo ser aplicadas tanto na rede pública quanto privada.
(Fonte: Agência Einstein)

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