Documento construído de forma coletiva consolida propostas dos territórios e será apresentado no Fórum/Teia Nacional dos Pontos de Cultura
A Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura (Semc), participou, nesta quinta-feira (30), da construção coletiva de uma Carta Aberta que reúne propostas estratégicas para o fortalecimento das políticas culturais no Baixo Amazonas. O documento, elaborado de forma colaborativa entre representantes de pontos e pontões de cultura, agentes culturais e gestores públicos, será encaminhado à Teia Nacional dos Pontos de Cultura, junto à Secretaria Estadual de Cultura e Ministério da Cultura, com o objetivo de dar visibilidade às demandas da região e contribuir para o aprimoramento das políticas públicas nos âmbitos estadual e federal.
A carta foi construída de forma coletiva e estrutura demandas e caminhos apontados por fazedores e fazedoras de cultura, representantes de pontos e pontões e agentes culturais de diferentes municípios do Baixo Amazonas. O processo de escuta e diálogo considerou a diversidade de realidades do território, bem como a necessidade de políticas públicas mais conectadas com cada especificidade.
“Esse documento tem uma importância histórica, sobretudo, porque ouvimos pontos e pontões, além de iniciativas que historicamente fazem um trabalho fundamental de salvaguarda da nossa cultura em diversas cidades aqui da região, os diversos pontos da carta foram debatidos em coletivo durante todo o evento em processo de construção de muitas mãos, democrático. É um documento que aponta caminhos substanciais para a efetivação e consolidação de uma política cultural e da cultura viva no interior da Amazônia”, destacou a secretária municipal de Cultura, Priscila Castro.
Durante o encontro, os participantes se organizaram em quatro grupos temáticos, que resultaram em propostas estruturantes:
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GT 1 – Cultura, Juventude e Diversidade: Destaca o protagonismo juvenil, a valorização das múltiplas identidades culturais e a ampliação da participação da gestão pública no apoio e fortalecimento de redes culturais. Também prevê revisão das leis de incentivo e reconhecimento da juventude diversa como agente fundamental na produção cultural.
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GT 2 – Cultura, Clima e Território: Reforça o papel estratégico da cultura na agenda ambiental, destacando sua contribuição na sensibilização e mobilização dos territórios frente às mudanças climáticas. Prevê a valorização de territórios e práticas culturais como formas de defesa do clima, educação climática acessível e destinação de recursos específicos.
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GT 3 – Articulação da Rede Cultura Viva: Foca no fortalecimento da rede por meio de integração e compartilhamento de informações entre os territórios. Entre as propostas estão reuniões semestrais entre representantes dos pontões, criação de banco de dados regional e implantação de observatório cultural para monitoramento de políticas públicas.
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GT 4 – Economia Criativa e Desenvolvimento Territorial: Ressalta a cultura como vetor estratégico para desenvolvimento sustentável e geração de trabalho e renda. Prevê implementação dos Sistemas Municipais de Cultura, realização permanente de ações de base em territórios distantes, mapeamento de iniciativas culturais e adequação de editais às realidades amazônicas.
A carta foi elaborada em plenária final, consolidando a importância do fortalecimento da Rede Cultura Viva como estratégia para ampliar o alcance das políticas culturais, potencializar iniciativas locais e garantir suporte contínuo aos agentes culturais da região.
“A sociedade civil precisa estar organizada. Propor, articular e coletivamente incidir diretamente nas discussões que permeiam a política cultural em nível regional, estadual e nacional. Essa carta é a síntese desse sentimento de união das iniciativas culturais do Baixo Amazonas”, ressaltou Raphael Ribeiro, do Instituto Território das Artes.
Além de registrar demandas, a carta aberta se torna um recurso político e técnico, que busca dar visibilidade às especificidades do território amazônico e contribuir para a construção de políticas públicas mais inclusivas, sustentáveis e alinhadas às realidades locais.
Anexo: CARTA-ABERTA.docx
Fonte: Prefeitura de Santarém

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