Santarém recebe primeiro museu virtual do Oeste do Pará e amplia acesso ao patrimônio arqueológico amazônico

Plataforma digital reúne acervo arqueológico, experiências interativas e ações educativas voltadas à preservação e difusão da memória ancestral da Amazônia.O Museu Virtual do Patrimônio Arqueológico Amazônida foi lançado durante a cerimônia de reabertura do Centro Cultural João Fona, realizada no último dia 15, consolidando a criação do primeiro museu virtual do Oeste do Pará. A iniciativa une tecnologia, pesquisa e educação patrimonial para ampliar o acesso ao patrimônio histórico amazônico e fortalecer a preservação da memória ancestral da região.

Desenvolvido por uma equipe multidisciplinar formada por pesquisadores e profissionais das áreas de arqueologia, história, antropologia, museologia, tecnologia e ilustração, o projeto disponibiliza gratuitamente ao público um acervo arqueológico digital e interativo. A plataforma projeta, no ambiente virtual, a memória de povos que habitam o território amazônico há mais de três mil anos, aproximando a população de importantes registros históricos e culturais da região.

A iniciativa é apoiada pela Prefeitura de Santarém, por meio da Secretaria Municipal de Cultura, e passa a integrar o cenário da inovação cultural no Brasil ao transformar pesquisas científicas em uma experiência digital acessível, educativa e inclusiva. O lançamento também integra as ações de revitalização do Centro Cultural João Fona, espaço que inspirou a criação do projeto.

Para a secretária municipal de Cultura, Priscila Castro, o projeto representa um importante avanço na democratização do acesso ao patrimônio histórico e cultural da Amazônia, especialmente para pessoas que vivem em localidades mais distantes:

“Esse projeto amplia o alcance da nossa memória e do nosso patrimônio arqueológico, permitindo que mais pessoas tenham acesso a esse conhecimento, inclusive moradores de comunidades mais afastadas e estudantes que muitas vezes não conseguem visitar o Centro Cultural João Fona presencialmente. É uma iniciativa que aproxima a população da sua própria história e fortalece o sentimento de pertencimento e valorização da cultura amazônica.”

O museu é totalmente digital, oferecendo uma experiência imersiva com fotografias em alta resolução, vídeos, conteúdos interativos e visitas virtuais ao Centro Cultural. A plataforma permite a exploração detalhada de artefatos e cerâmicas arqueológicas, ampliando as possibilidades de estudo, pesquisa e contemplação do patrimônio amazônico.

Caroline Arapiuns, da equipe de desenvolvimento, destaca:

“O site Museu Virtual do Patrimônio Arqueológico da Amazônia se torna uma ferramenta importante de educação patrimonial, pois reúne um conjunto de ações como exposição virtual da Coleção Ubirajara Bentes, jogos educativos e acessibilidade ao acesso de informações sobre o patrimônio arqueológico presente na região de Santarém. A iniciativa possibilita que crianças, jovens e adultos, tanto da região quanto de outros lugares, possam conhecer esse patrimônio mesmo sem visitar fisicamente o Centro Cultural João Fona, que é o nosso primeiro museu virtualizado.”

O acervo disponibilizado resulta de um criterioso processo de curadoria científica e reúne peças do Museu Arqueológico de Pequeno Porte Ubirajara Bentes de Sousa, evidenciando a presença de povos indígenas que habitaram a região e revelando a profundidade histórica e cultural de Santarém.

Além da exposição virtual, o projeto também possui caráter educativo. Entre os dias 11 e 15 de maio, foram realizadas ações em escolas públicas do município, com atividades voltadas a estudantes do 5º ao 9º ano. Durante as programações, pesquisadores orientaram os alunos sobre como navegar na plataforma e explorar os conteúdos digitais disponíveis.

O projeto destaca-se ainda pelas medidas de acessibilidade, incluindo audiodescrição, intérprete de Libras, legendas e interface adaptada para diferentes públicos e dispositivos, ampliando o alcance do museu e democratizando o acesso às informações sobre o patrimônio arqueológico amazônico.

“O projeto atua diretamente na extroversão do acervo e dessa instituição museológica, tornando a visitação mais acessível ao público em geral e abrindo espaço para que novos pesquisadores, especialmente da região Norte, possam conhecer o acervo e desenvolver novas abordagens de pesquisa. Além disso, estudantes do ensino fundamental e médio também se beneficiam ao acessar conhecimentos sobre a história antiga de Santarém antes do contato com os europeus”, ressaltou Sabrina Hazar.

Outro diferencial da plataforma é a área educativa interativa, que conta com o jogo “Detetive do Patrimônio”, voltado ao público infantojuvenil, aproximando crianças e adolescentes do universo da arqueologia de forma lúdica e pedagógica.

Fonte: Prefeitura de Santarém

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