Pesquisa mostra concentração de benefícios nas regiões Norte e Nordeste e indica redução em relação a 2024 devido à melhora do mercado de trabalho
Em 2025, 22,7% dos domicílios brasileiros receberam algum tipo de benefício social do governo, equivalente a cerca de 18 milhões de famílias, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (8). Embora o índice seja ligeiramente menor que o registrado em 2024 (23,6%), ele permanece acima do período pré-pandemia (17,9% em 2019).
As regiões Norte e Nordeste apresentam os maiores percentuais de famílias beneficiadas: 38,8% no Norte e 39,8% no Nordeste, enquanto Sul (10,8%), Sudeste (14,8%) e Centro-Oeste (17%) registram números bem inferiores, refletindo desigualdade regional.
O Bolsa Família segue sendo o principal programa de transferência de renda, atendendo 17,2% dos domicílios (13,6 milhões de famílias), com renda máxima de R$ 218 por pessoa e valor-base de R$ 600, podendo incluir adicionais para crianças e gestantes.
Segundo o analista do IBGE, Gustavo Geaquinto Fontes, a redução do número de famílias beneficiadas se deve ao aumento do rendimento do trabalho e à queda do desemprego em 2025, que atingiu o menor nível da série histórica iniciada em 2012.
Nos domicílios atendidos, o rendimento médio mensal foi de R$ 886, enquanto nas famílias sem auxílio governamental chegou a R$ 2.787, ou seja, mais de três vezes maior. O valor médio recebido pelos beneficiários foi R$ 870, ligeiramente abaixo dos R$ 875 registrados em 2024, mas com crescimento real de 71,3% em comparação a 2019.
O levantamento também evidencia que os programas sociais continuam concentrados entre famílias de menor renda, sendo um instrumento importante de redução de desigualdades no país.
(Com Oliberal)

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