Esta é a primeira viagem de Rodríguez à Europa desde que assumiu a presidência da Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em janeiro deste ano
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, representará seu país nesta segunda-feira (11) perante a Corte Internacional de Justiça (CIJ), o mais alto tribunal da ONU, na disputa territorial com a Guiana sobre a região do Essequibo.
Esta é a primeira viagem de Rodríguez à Europa desde que assumiu a presidência da Venezuela, após a captura de Nicolás Maduro pelos Estados Unidos em janeiro deste ano. Anteriormente, Rodríguez havia representado a Venezuela em uma cúpula em Bruxelas em 2023, quando ainda era vice-presidente de Maduro. Desde que assumiu o cargo, realizou apenas duas viagens fora do país para Granada e Barbados.
Em suas viagens, Rodríguez utilizou um broche dourado representando a Venezuela com o território disputado sobreposto, gesto que provocou indignação na Guiana.
“Não há dúvida”
Rodríguez chegou aos Países Baixos no domingo para liderar a delegação venezuelana na CIJ. Em declarações transmitidas pelo canal oficial de TV da Venezuela, afirmou que a Venezuela “é a única detentora do título” sobre o território do Essequibo:
“Ficou muito claro que o único detentor do título sobre este território, nesta disputa territorial, é a Venezuela. Não há dúvida alguma. A Venezuela é a única detentora deste território.”
Sua presença no Palácio da Paz, em Haia, tem como objetivo defender os “direitos históricos” sobre a “Guiana Essequibo”. No canal Telegram, reafirmou:
“A única detentora da Guiana Essequibo é a Venezuela, e sempre defenderemos seus direitos legítimos e históricos sobre este território.”
A CIJ realizou três audiências públicas sobre a disputa desde 4 de maio, e a quarta e última audiência está marcada para esta segunda-feira.
Disputa de longa data
A disputa territorial entre Guiana e Venezuela remonta ao século XIX e se intensificou em 2015, após a descoberta de vastos campos de petróleo em alto-mar pela ExxonMobil. A região do Essequibo compreende mais de dois terços do território da Guiana, atualmente sob controle guianense.
A Venezuela contesta a demarcação colonial britânica de 1899, ratificada por um Tribunal de Arbitragem em Paris, e defende que o acordo de 1966, assinado com o Reino Unido, estabelece uma base para uma solução negociada. O país sustenta que o rio Essequibo deveria ser a fronteira natural, conforme definido em 1777 durante a colonização espanhola.
(Fonte: Jornal de Brasília

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