Policial baleado em operação no Rio morre após mais de um ano de luta

Felipe Marques Monteiro era agente da Core, equipe de elite da Polícia Civil do Rio de Janeiro

O piloto policial Felipe Marques Monteiro, de 46 anos, morreu nesta segunda-feira (17), após lutar por mais de um ano pela vida. Ele havia sido baleado na cabeça durante uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro, quando atuava como copiloto de um helicóptero sobre a favela Vila Aliança, na zona oeste da cidade.

Felipe era integrante da Core (Coordenadoria de Recursos Especiais), equipe de elite da Polícia Civil, especializada em operações de alto risco. O trabalho envolve intervenções complexas em situações que exigem preparo avançado e coragem.

Histórico do incidente e tratamento

Em março de 2025, durante a operação, Felipe foi atingido por um tiro de fuzil na testa, que atravessou parcialmente o crânio e provocou a perda de cerca de 40% do osso craniano. O policial foi inicialmente atendido em um hospital público e, posteriormente, transferido para uma unidade particular na zona sul do Rio.

Após quase nove meses de internação, Felipe recebeu alta em dezembro de 2025, mas precisou retornar devido a uma infecção. Ele passou por diversas cirurgias, incluindo a remoção de prótese craniana, tratamento de hematomas e colocação de drenos, enfrentando complicações contínuas até os últimos dias.

Mensagem da família

A morte de Felipe foi confirmada no Instagram administrado por sua esposa, Keidna Marques, com quem era casado desde 2010. A nota de pesar destacou:

“Hoje nos despedimos de alguém que deixou sua marca por onde passou. Felipe foi um guerreiro do início ao fim, enfrentando cada desafio com coragem, determinação e fé.”

Keidna, gerente financeira de 43 anos, relatou o impacto da notícia no ano passado, descrevendo o choque e a amnésia parcial do momento em que soube do ferimento.

Legado

Nas redes sociais, Felipe compartilhava principalmente conteúdos sobre trabalho e aviação, além de momentos com a família. Seu lema, “Voar, Pairar, Servir e Salvar!”, resume o compromisso com a vida e a segurança da população que marcou sua carreira na polícia.

A morte de Felipe Monteiro encerra mais de um ano de batalha pela vida, deixando como legado a coragem e a dedicação de um policial que enfrentou operações de extremo risco com determinação e profissionalismo.

Fonte: Jornal de Brasília

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