Operação “Nêmesis” cumpriu mandados de prisão e busca e apreensão contra associação criminosa que utilizava dados de escritórios jurídicos para extorquir clientes.
Polícia Civil do Estado do Pará deflagrou a primeira fase da operação “Nêmesis”. Crédito: Ascom PCPA
A Polícia Civil do Pará deflagrou, na manhã desta segunda-feira (25), a primeira fase da operação “Nêmesis”, voltada ao combate de um esquema criminoso especializado no golpe do “falso advogado”.
A ação foi coordenada pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC) e contou com o apoio da Polícia Civil de São Paulo. Três investigados foram presos nas cidades de São Paulo, Santos e São Vicente.
De acordo com as investigações, os suspeitos usavam a identidade visual e dados reais de escritórios de advocacia para enganar vítimas por meio de aplicativos de mensagens. Eles informavam falsamente que valores judiciais haviam sido liberados e, em seguida, exigiam o pagamento antecipado de supostas taxas, custas ou tributos inexistentes para que o cliente pudesse receber o dinheiro.
Segundo a delegada Jacyara Sarges, titular da Divisão de Combate a Crimes Contra Direitos Patrimoniais Praticados por Meios Cibernéticos (DCDI), a fraude causava prejuízos financeiros e emocionais tanto às vítimas quanto aos escritórios de advocacia que tiveram suas informações utilizadas indevidamente.
Os presos devem responder pelos crimes de estelionato, na modalidade fraude eletrônica, falsa identidade e associação criminosa.
Durante a operação, foram apreendidos celulares e outros dispositivos eletrônicos, que serão submetidos à perícia técnica. A análise dos equipamentos deve ajudar a identificar novas vítimas, rastrear movimentações financeiras e verificar a possível participação de outros integrantes no grupo criminoso.
O nome “Nêmesis” faz referência à deusa grega da justiça retributiva, simbolizando a resposta do Estado a crimes cometidos por meio de engenharia social e ferramentas digitais.
O delegado-geral da Polícia Civil do Pará, Raimundo Benassuly, reforçou o compromisso da instituição no enfrentamento qualificado aos crimes cibernéticos, com destaque para a cooperação entre as polícias estaduais.
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.

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