Estado atinge 1,5 milhão de hectares concedidos e assume liderança nacional em gestão florestal sustentável
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O Pará publicou no Diário Oficial do Estado (DOE) o resultado preliminar da maior concessão para manejo florestal sustentável já realizada no Brasil, contemplando mais de 800 mil hectares nas Florestas Estaduais (Flotas) do Paru e do Iriri. Com a conclusão do processo, o Estado alcança 1,5 milhão de hectares concedidos, assumindo a liderança nacional do setor.
O certame definiu as empresas vencedoras para seis Unidades de Manejo Florestal (UMFs): na Flota do Paru, Arapua Florestal Ltda, MCS Agroflorestal e Construção Civil Ltda e TMBR Serviços Florestais Eireli; na Flota do Iriri, Cichelero Indústria, Comércio e Exportação de Madeiras Ltda e Curua Florestal Ltda.
As áreas concedidas estão localizadas em duas das mais importantes florestas públicas do Pará. A Flota do Paru possui 3 milhões de hectares, e a Flota do Iriri, cerca de 440 mil hectares, somando um aumento de 120% em relação à área concedida anteriormente.
O processo reuniu 15 empresas participantes, estruturado pelo Ideflor-Bio com apoio técnico do BNDES, e prevê manejo sustentável de produtos madeireiros, não madeireiros e serviços florestais, buscando equilibrar proteção ambiental, economia local e fortalecimento das comunidades do entorno.
Segundo o presidente do Ideflor-Bio, Nilson Pinto, o avanço reafirma o compromisso do Pará com a floresta em pé e o desenvolvimento sustentável, triplicando a área concedida desde 2023. A diretora de Gestão de Florestas Públicas, Ana Cláudia Simoneti, destacou ainda o protagonismo feminino, com mulheres atuando em todas as etapas da licitação e composição da Comissão Especial.
Durante a elaboração do modelo de concessão, houve diálogo com comunidades locais, povos indígenas e trabalhadores tradicionais, incorporando diversas contribuições ao processo final. Nilson Pinto ressaltou que o manejo florestal legal é instrumento decisivo para proteger a biodiversidade, combater a exploração irregular e gerar oportunidades econômicas duradouras para a população amazônica.
(Agência Pará)

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