Números ganham destaque com o Dia Nacional de Combate a Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, nesta segunda-feira.
Abuso sexual infantil: como identificar o crime que as crianças desconhecem como errado Crédito: SSP/SE
Cerca de 150 casos de estupro de vulnerável foram registrados por dia no primeiro trimestre de 2026 no Brasil. De janeiro a março, foram 13.462 ocorrências, segundo levantamento divulgado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).
Somente no Pará, foram 408 casos no primeiro trimestre, de acordo com a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Segup).
Os números ganham destaque com o Dia Nacional de Combate à Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, celebrado nesta segunda-feira (18), e com a campanha Maio Laranja, que fortalece as ações de prevenção e enfrentamento de crimes sexuais contra crianças e adolescentes.
Casos triplicaram no Brasil nos últimos 10 anos
O levantamento do MJSP mostrou que o número de ocorrências de abuso sexual contra menores mais que triplicou nos últimos dez anos. Em 2015, foram registrados mais de 19,4 mil casos de estupro de vulnerável, enquanto em 2025 o total saltou para mais de 59,3 mil casos.
Quando se comparam os primeiros trimestres de 2025 e 2026, os dados mostram uma leve queda de cerca de 1,1 mil casos. Além disso, dos casos registrados no ano passado, a maioria das vítimas era do sexo feminino (50.081 casos), contra 8.431 casos do sexo masculino.
Dados da violência sexual contra menores no Pará
Segundo a Segup, a maioria dos casos é registrada contra adolescentes de 12 a 17 anos. No primeiro trimestre de 2026, houve redução tanto nos casos envolvendo adolescentes quanto crianças entre 0 e 11 anos:
Casos de abuso sexual contra crianças de 0 a 11 anos no Pará
- 2024: 2.163 casos
- 2025: 2.144 ocorrências
- Janeiro a março: 2025 – 499 casos; 2026 – 408 casos
Casos de abuso sexual contra adolescentes de 12 a 17 anos no Pará
- 2024: 3.036 casos
- 2025: 3.323 casos
- Janeiro a março: 2025 – 524 casos; 2026 – 407 casos
A Segup destacou que, por meio da Diretoria de Políticas de Segurança (DPS), mantém ações permanentes de enfrentamento ao abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no Pará. As iniciativas incluem fiscalizações em portos e escolas, além de estratégias integradas de prevenção, orientação e repressão, com foco na proteção desse público.
Fontes: Roma News

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