Quem perder o prazo estará sujeito a multa
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Com o prazo para entrega da declaração do Imposto de Renda se aproximando do fim, a correria dos contribuintes tem acendido um alerta. Segundo o contador Cleber Albuquerque, o principal problema neste período não é a falta de documentos, mas a pressa na hora de preencher e enviar as informações.
“Na reta final, o problema muitas vezes não é que você não tem o documento, é a pressa. E essa pressa faz com que muitos contribuintes transmitam a declaração sem conferir de forma adequada”, afirma.
Entre os erros mais comuns está a omissão de rendimentos. “Muita gente esquece de declarar trabalhos eventuais, rendas extras, freelas, aluguéis. Até rendimentos de dependentes, como estágio, precisam ser informados”, explica. Outro ponto crítico envolve despesas médicas. “Há muitos casos de informações incorretas, valores digitados de forma errada ou despesas que não são dedutíveis sendo lançadas”, acrescenta.
De acordo com o especialista, esses deslizes estão entre os principais motivos que levam os contribuintes à malha fina. “Grande parte das retenções ocorre por omissão de rendimentos e problemas com despesas médicas não confirmadas ou não dedutíveis”, destaca.
O contador também chama atenção para os critérios de obrigatoriedade da declaração em 2026, referente ao ano-base 2025. “Quem teve rendimentos tributáveis a partir de R$ 35.584 já está obrigado a declarar”, explica. Ele cita ainda outros casos, como rendimentos isentos acima de R$ 200 mil, patrimônio superior a R$ 800 mil e atividade rural com receita acima de R$ 177.920.
Entre as novidades deste ano, Cleber aponta mudanças nos limites e avanços na declaração pré-preenchida. “Agora há mais informações disponíveis automaticamente, o que pode ajudar o contribuinte a não esquecer dados importantes”, diz. Ele também destaca a inclusão de novos campos, como o de rendimentos com apostas esportivas.
Para evitar problemas, a orientação é organização. “É preciso reunir informes de rendimento, comprovantes de despesas médicas, educacionais, documentos de bens e dívidas. E guardar tudo por pelo menos cinco anos”, orienta.
Quem perder o prazo estará sujeito a multa. “O valor mínimo é de R$ 165,74, podendo chegar a até 20% do imposto devido”, explica. Nesses casos, é necessário enviar a declaração em atraso e pagar a guia gerada. “Se houver restituição, esse valor pode ser descontado automaticamente”, completa.
Mesmo com o tempo apertado, o contador reforça a importância da revisão antes do envio. “Não entregue por impulso. Faça um checklist, utilize a declaração pré-preenchida como apoio e confira todas as informações”, recomenda. Ele também orienta acompanhar o processamento após o envio. “Não basta declarar, é preciso verificar se há pendências ou se a declaração caiu na malha fina”, conclui.
(Com Diário do Pará)

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