Empresária é presa suspeita de torturar empregada grávida com ajuda de homem armado no Maranhão

Conforme o boletim de ocorrência, a empresária suspeitou que a jovem teria furtado um anel e, em seguida, teria chamado um homem armado para intimidar a vítima. A polícia apura a participação do segundo suspeito, que seria policial militarA empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos foi presa nesta terça-feira suspeita de torturar uma trabalhadora doméstica de 19 anos em Paço do Lumiar, na região metropolitana de São Luís. Segundo a Polícia Civil do Maranhão, a mulher é investigada por tentativa de homicídio qualificado após supostamente espancar e ameaçar a vítima dentro da própria residência.

De acordo com as investigações, Carolina estava no Piauí no momento da prisão. A defesa informou que ela havia viajado para deixar o filho sob os cuidados de pessoas de confiança. A empresária foi encaminhada para a Central de Flagrantes e Inquéritos de Teresina. O pedido de prisão preventiva foi apresentado pelo delegado Walter Wanderley e aceito pela Justiça maranhense durante a madrugada.

O caso ocorreu no dia 17 de abril. Conforme o boletim de ocorrência, a empresária suspeitou que a jovem teria furtado um anel e, em seguida, teria chamado um homem armado para intimidar a vítima. A polícia apura a participação do segundo suspeito, que seria policial militar. Segundo o governador do Maranhão, Carlos Brandão, o agente já foi identificado, teve mandado de prisão expedido e também responde a procedimento instaurado pela Corregedoria da Polícia Militar.

As investigações ganharam força após a divulgação de áudios atribuídos à empresária, nos quais ela relataria como planejou e executou as agressões. A autenticidade do material foi confirmada pelo delegado responsável pelo caso. Além disso, o exame de corpo de delito realizado na vítima confirmou as lesões decorrentes das agressões sofridas.

Em nota divulgada anteriormente, a defesa de Carolina afirmou que a empresária reconhece ter cometido “alguns excessos”, mas sustenta que ela não pretendia fugir e que permanece à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos. Já o governador Carlos Brandão classificou o episódio como grave e afirmou que acompanha o caso para garantir apoio à vítima e responsabilização dos envolvidos.

(Portal Debate)

🔗 Fonte: Portal Debate Carajás

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