Crime ocorreu em fevereiro deste ano; vítima foi assassinada, teve o corpo queimado e enterrado em área de mata.
Área onde o corpo foi localizado — Foto: Kamila Andrade/g1
Sebastião da Silva Braga, de 67 anos, foi morto e carbonizado em Santarém, no oeste do Pará. A motivação teria sido o roubo de R$ 1.612 sacados pela vítima dias antes do pagamento da aposentadoria. O crime aconteceu na madrugada do dia 9 de fevereiro de 2026.
A Justiça de Santarém, no oeste do Pará, condenou Washington Galucio Santos, conhecido como “Pacu”, e Hisla Rabelo do Nascimento, chamada de “Larissa”, a penas superiores a 30 anos de prisão pelo assassinato brutal do aposentado Sebastião da Silva Braga, de 67 anos, conhecido como “Sabbá”.
A sentença foi proferida nesta sexta-feira (22) pelo juiz Alexandre Rizzi, da 1ª Vara Criminal de Santarém. Washington foi condenado a 31 anos e 6 meses de prisão. Já Hisla recebeu pena de 31 anos e 4 meses. Ambos deverão cumprir a pena inicialmente em regime fechado.
Segundo a decisão judicial, o casal foi responsabilizado pelos crimes de latrocínio (roubo seguido de morte) e ocultação de cadáver. De acordo com as investigações, o crime aconteceu na madrugada do dia 9 de fevereiro de 2026.
O Ministério Público apontou que Sebastião foi atraído para uma área de mata pertencente à União, onde acabou morto.
Corpo foi queimado enquanto vítima ainda estava viva
Um dos pontos que mais chamou atenção no processo foi o resultado do laudo de necropsia. Conforme a perícia, Sebastião ainda estava vivo quando teve o corpo incendiado pelos criminosos. Além da carbonização, o cadáver foi encontrado enterrado e com os pés cortados, numa tentativa de dificultar a identificação da vítima e apagar vestígios do crime.
Na sentença, o magistrado destacou a “frieza”, a “elevada culpabilidade” e a violência empregada pelos acusados. Para o crime de latrocínio, cada um recebeu pena de 30 anos de reclusão e 300 dias-multa, limite máximo previsto para o delito. As penas finais ultrapassaram esse período devido à condenação também por ocultação de cadáver.
Imagens de câmeras ajudaram na condenação
As imagens de câmeras de segurança foram consideradas fundamentais para a condenação do casal. Os registros mostraram Washington e Hisla nas proximidades da casa da vítima por volta de 3h38 da madrugada, poucas horas após o assassinato. As gravações também flagraram o momento em que os dois tentaram entrar na residência utilizando as chaves do próprio Sebastião, que haviam sido levadas após o crime. A tentativa de invasão só não foi concluída porque os cães de guarda da residência afugentaram os suspeitos.
Três acusados foram absolvidos
Na mesma decisão, a Justiça absolveu Wellington Rocha Santos, Francisco Assis de Jesus e Alex de Sousa Pereira. Conforme a sentença, não houve provas suficientes para comprovar a participação direta deles na execução do latrocínio e na ocultação de cadáver. O juiz aplicou o princípio do “in dubio pro reo”.
Pertences da vítima serão devolvidos à família
A sentença também autorizou a devolução dos bens recuperados aos familiares de Sebastião, incluindo relógio, boné e tênis.
Relembre o caso
O corpo da vítima foi encontrado enterrado em área de mata dias após o desaparecimento. As investigações avançaram após a análise de imagens de segurança e depoimentos de testemunhas, que ajudaram a localizar os suspeitos e reconstruir os últimos passos da vítima.
Fonte: G1 Santarém

0 Comentários