Matheus Menezes Matos, candidato com nanismo, foi reprovado mais uma vez em concurso público para o cargo de delegado de Polícia.A decisão, que o considerou “inapto” nos exames biofísicos, gerou grande repercussão e reacendeu o debate sobre inclusão e barreiras discriminatórias em concursos públicos.
Esta é a segunda reprovação consecutiva de Matheus no certame.
Apesar de ter sido aprovado nas etapas escritas e na prova oral, o candidato foi barrado novamente na fase de avaliação biofísica, sob a alegação de que não atenderia aos requisitos mínimos de altura e condições físicas exigidas pelo edital.
Em vídeo que circula nas redes sociais, Matheus demonstra indignação e tristeza com a decisão.
“Mais uma vez fui considerado inapto só por causa da minha condição. Eu passei em todas as provas intelectuais, mas eles olham só para a minha altura”, desabafou.
Advogados que acompanham o caso afirmam que a reprovação configura discriminação por deficiência, uma vez que o nanismo não impede Matheus de exercer as funções intelectuais e investigativas do cargo de delegado.
Eles já entraram com recurso administrativo e estudam medidas judiciais para garantir o direito à inclusão.
Matheus Menezes Matos é formado em Direito e já acumula várias aprovações em concursos públicos.
Sua persistência tem inspirado milhares de pessoas com deficiência que lutam por oportunidades no serviço público.
A organização do certame ainda não se manifestou publicamente sobre o recurso protocolado pela defesa de Matheus.
Fonte: Portal Debate Carajás / Metrópoles.

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