Após derrotas, Lula se afunda e Flávio surfa em fragilidade do rival

Messias rejeitado e dosimetria motivam o senador a rebaixar ainda mais o presidente ao associar o petista com possível atuação de Lulinha em esquema de fraudeDivulgação 

Após uma semana de derrotas para o governo do presidente Lula da Silva (PT), a imagem do chefe do Planalto encontra-se enfraquecida, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), também pré-candidato à Presidência, pode se aproveitar deste momento de fragilidade.

A rejeição do indicado de Lula para o Supremo Tribunal Federal (STF), Jorge Messias, pelo Senado foi considerada uma derrota histórica. Desde a Proclamação da República, apenas seis ministros enfrentaram rejeição semelhante. Além disso, o veto ao Projeto de Lei da Dosimetria, que reduz penas de condenados na trama golpista, foi derrubado pelo Congresso, reforçando a percepção de fragilidade do presidente.

O governo busca novas propostas e eixos de campanha para um quarto mandato, focando em pautas como combate à violência contra mulheres, redução do preço de combustíveis, defesa da soberania e recursos minerais, além de ajustes na jornada de trabalho.

A equipe de pré-campanha de Flávio Bolsonaro pretende chamar Lula de “pai do Lulinha”, citando o filho do presidente, Fábio Luís Lula da Silva, em investigações de possíveis desvios relacionados ao INSS, reforçando o discurso do senador e explorando temas sensíveis para eleitores.

Segundo o marqueteiro político Leo Pereira, os discursos de Lula e Flávio lidam mais com mensagens falaciosas do que com comunicação social efetiva. “O momento histórico exige muito mais de ambos. Há que avançar o debate para o século 21”, afirma.

Fonte da matéria: O Hoje

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