Dados do Imazon apontam que terras indígenas e unidades de conservação são fatores de proteção da floresta.
Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil/Reprodução
Dados do Imazon, Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia, mostram que, de agosto de 2025 a abril de 2026, 262 terras indígenas e 220 unidades de conservação registraram desmatamento zero na Amazônia.
O dado equivale a 67% das áreas protegidas da região. O instituto monitora a cobertura vegetal por imagens de satélite desde 2008.
Isoladamente, o mês de abril de 2026 computou 175 km² de floresta destruídos. O resultado é 25% menor do que o apurado no mesmo mês de 2025, sustentando a trajetória de queda.
O Maranhão registrou a maior alta proporcional do desmatamento em abril de 2026 na comparação com o mesmo mês de 2025. A área devastada no estado passou de 2 km² para 5 km², avanço de 150%.
Em seguida aparecem Roraima, com crescimento de 100%, e Pará, com aumento de 62%. Já o Amazonas teve a maior queda proporcional, de 59%, ao passar de 93 km² para 38 km².
Em toda a Amazônia, conforme o Sistema de Alerta de Desmatamento do Imazon, a derrubada florestal caiu 35% nos nove meses entre agosto de 2025 e abril de 2026. No acumulado, a perda de vegetação somou 1.635 km², a menor marca em oito anos para o período.
“Historicamente, as áreas protegidas são os territórios que menos registram desmatamento. Por isso, é muito importante que os governos federal e dos estados priorizem áreas públicas ainda sem uso definido na Amazônia para a criação de terras indígenas e unidades de conservação, uma ação efetiva para chegar à meta de desmatamento zero em 2030”, declarou a pesquisadora do Imazon, Larissa Amorim.

0 Comentários