Os filiados escolheram o nome de Dirceu Ten Caten para concorrer ao cargo de vice-governador ao lado de Hana Ghassan, mas estão dando sinais de que poderão lançar uma chapa majoritária na eleição do dia 4 de outubro de 2026.
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(PEDRO SOUZA) – Depois de um período de observação mais cautelosa, o Partido dos Trabalhadores (PT) voltou a se movimentar com mais intensidade nos bastidores da política do Pará. A estratégia parece clara: manter um “olho no gato” e “outro no peixe” na disputa pelo governo do Estado em 2026.
Nos corredores políticos, ganha força a articulação para emplacar o nome do deputado estadual Dirceu Ten Caten (PT) como candidato a vice-governador na chapa encabeçada por Hana Ghassan (MDB), na eleição marcada para o dia 4 de outubro de 2026.
Nos últimos dias, um “passarinho” confidenciou a este colunista que Dirceu, após três mandatos consecutivos na Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa), não vai disputar a reeleição. A sinalização é de que o parlamentar mira voos mais altos dentro do cenário estadual. Vale lembrar que movimentos semelhantes já ocorreram em outras conjunturas políticas, quando lideranças optaram por ampliar seu espaço em chapas majoritárias.
Nos bastidores, a leitura é de que o PT possui musculatura política suficiente para ampliar seu protagonismo no Pará. Dentro desse contexto, Dirceu surge como o nome escolhido para encabeçar essa nova etapa da estratégia petista, especialmente diante da necessidade de fortalecer alianças para 2026.
Advogado de formação, o parlamentar não depende financeiramente de mandato para “ganhar o pão de cada dia”, o que, segundo aliados, daria a ele maior liberdade para assumir desafios políticos mais amplos. Esse fator, inclusive, é visto internamente como um diferencial em relação a outros nomes que dependem diretamente da vida pública no Pará.
Olhando do alto da minha ignorância, o PT segue confiante e firme com sua posição formada por ampla maioria do seu Diretório no Estado do Pará que indicou Dirceu para Vice de Hana Ghassan. Agora, cabe a ela e a Helder Barbalho (MDB) tomarem a decisão da escolha do candidato a vice-governador. Os petistas estão só de “butuca”.
Para os incautos, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu todas as eleições que disputou no Pará e segue com ampla vantagem nas pesquisas para essa eleição de 2026 em território paraense. Esse histórico eleitoral reforça a confiança da sigla em manter protagonismo no estado, logo o partido vem dando demonstração de que não deverá abrir mão da indicação do candidato a vice-governador.
Os militantes entendem que a base orgânica do Partido tem votos suficientes para definir as eleições de outubro de 2026. Para isso, basta lembrar que o ex-senador Paulo Rocha, em 2018, sem Lula na disputa eleitoral nacional teve 18% dos votos do Pará, demonstrando a resiliência eleitoral da legenda.
Além disso, o governo federal fez os maiores investimentos da história no estado nos últimos 4 anos, com obras estruturantes, programas sociais e ações voltadas ao desenvolvimento regional. A federação Brasil da Esperança tem 6 deputados de mandato na Alepa, sendo 5 do PT, que também possui 2 deputados federais e 1 senador da República, ampliando sua presença institucional.
Nas entranhas do PT, comenta-se que Dirceu vem numa crescente, aumentou expressivamente sua votação nas três eleições em que foi vitorioso ao cargo de deputado estadual, chegando a quase 67 mil votos no último pleito (maior votação da sigla em toda sua história). Esse crescimento contínuo é apontado como indicativo de consolidação política no Pará.
Na disputa para prefeito em Marabá em 2024, apesar de não vencer a eleição, ele teve mais de 20 mil votos, um grande resultado para quem concorreu pela primeira vez e com uma aliança pequena de partidos a Prefeitura de Marabá. O desempenho é visto como sinal de capilaridade e potencial de expansão eleitoral.
O deputado também tem a seu favor a sua forma de fazer política, um perfil não radical, bom de diálogo, ponderado e agregador. Transita bem em todos os seguimentos e com sua juventude e carisma poderá dar um peso grande na chapa majoritária liderada por Hana.
Conta ainda a favor de Dirceu, o fato do PT possuir cerca de 32 mil filiados em todo o Pará. O Partido mantém diretório nas 140 cidades do estado e uma militância historicamente aguerrida, fator que costuma fazer diferença em disputas eleitorais acirradas. Penso que, hoje, a chance de escolha do nome de Dirceu beira os 90%, mas em política até “boi costuma voar”.
“Conversando aqui com meus botões”, hoje, dentro do PT, predomina a decisão de que Dirceu sairá candidato a vice-governador ou o Partido dos Trabalhadores lançará uma chapa para concorrer ao governo do Pará e Dirceu, ao meu ver, será o candidato. Por outro lado, ver o deputado Dirceu na disputa majoritária é tudo que o oposicionista Daniel Santos (Podemos) sonha. Como dizia minha avó, “é para frente que a tampa da mala bate”. (Pedro Souza)
Fonte: Debate Carajás

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