Iniciativa aprovada pelo Ministério da Cultura e patrocinada pela Shell promove formação cultural, inclusão e inserção produtiva de jovens no mercado da música
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O projeto Instrumento é Trabalho inicia sua circulação em 2026 com sua primeira etapa em Soure, na Ilha do Marajó, entre os dias 27 de abril e 1º de maio, na Casa de Cultura Cruzeirinho, das 18h às 21h. A iniciativa segue posteriormente para outros municípios estratégicos, como Santarém, Belterra e Itaituba, no Pará, além de São Luís, no Maranhão, ampliando o acesso à formação cultural em diferentes territórios das regiões Norte e Nordeste.
Aprovado pelo Ministério da Cultura, por meio da Lei Rouanet, e com patrocínio master da Shell, o projeto tem como foco a inserção produtiva de jovens de 15 a 29 anos em situação de vulnerabilidade social no mercado da cultura musical.
Com carga horária de 20 horas em cada cidade, as oficinas integram construção artesanal de instrumentos com materiais recicláveis, musicalização, criação coletiva e noções de empreendedorismo artístico. Ao longo do processo, os participantes desenvolvem composições autorais, constroem seus próprios instrumentos e se apresentam em shows de encerramento abertos ao público.
Como resultado prático e portfólio profissional, o projeto prevê a produção de um EP digital com cinco faixas, uma por cidade, além da realização de cinco videoclipes, fortalecendo a presença dos jovens artistas no ambiente digital e ampliando suas possibilidades de inserção no mercado cultural.
Idealizador do projeto, Silvan Galvão, destaca o impacto da proposta na vida dos participantes. “O Instrumento é Trabalho transforma acesso em oportunidade real. A gente parte da cultura dos territórios para mostrar a esses jovens que é possível criar, produzir e viver da música. Quando eles constroem o próprio instrumento e compõem a partir da própria história, deixam de ser espectadores e passam a ocupar o lugar de protagonistas.”
Além da dimensão formativa, o projeto também se destaca pelo compromisso ambiental, ao transformar materiais descartados em instrumentos musicais, incentivando práticas sustentáveis e criativas.
Para Taymerê Fonseca, outra idealizadora do projeto, a iniciativa atua diretamente na formação de novos profissionais da cultura. “Mais do que ensinar música, o projeto forma artistas com visão de mercado. Os participantes saem das oficinas com repertório, portfólio e experiência prática, entendendo que a arte também é trabalho, renda e possibilidade concreta de futuro.”
Ao todo, serão ofertadas 150 vagas gratuitas, com prioridade de 50% para mulheres, pessoas negras, indígenas, comunidades tradicionais, povos ciganos, nômades, LGBTQIAPN+ e pessoas com deficiência. O projeto reafirma o compromisso com a inclusão, a diversidade e o fortalecimento das identidades culturais locais.
A iniciativa contribui para a descentralização do acesso à formação artística, levando oportunidades para territórios historicamente afastados dos grandes centros de investimento cultural, e se alinha às diretrizes da política pública de cultura ao estimular a produção autoral, a difusão de bens culturais e a valorização dos saberes populares.
Fonte: Equatorial

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