Tema ganhou repercussão após a influenciadora Virgínia Fonseca comentar nas redes sociais sobre o diagnóstico de aumento das amígdalas e da adenoide das filhas
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O ronco em crianças, muitas vezes visto como algo passageiro, pode indicar problemas respiratórios sérios. O tema ganhou atenção depois que a influenciadora Virgínia Fonseca comentou nas redes sociais sobre o diagnóstico de aumento das amígdalas e da adenoide das filhas, informando que elas deverão passar por cirurgia ainda neste ano.
Segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), cerca de 1 em cada 30 crianças brasileiras apresenta apneia obstrutiva do sono, condição em que o ronco é um dos principais sinais. Na maioria dos casos, o problema está relacionado ao aumento das amígdalas e da adenoide, dificultando a passagem de ar durante o sono.
O otorrinolaringologista Gustavo Jorge alerta que, além do barulho noturno, a consequência pode ser percebida durante o dia. “Irritabilidade, dificuldade de concentração, cansaço e queda no rendimento escolar são sinais comuns”, explica. Ele reforça que episódios isolados, principalmente durante gripes ou resfriados, são esperados, mas o ronco persistente por mais de 15 dias consecutivos, sem relação com infecções, merece investigação.
O especialista acrescenta que a qualidade do sono é comprometida quando há obstrução das vias aéreas, prejudicando o desenvolvimento infantil. Estudos indicam que distúrbios respiratórios do sono na infância podem gerar impactos a longo prazo, incluindo prejuízos cognitivos, alterações hormonais e até riscos cardiovasculares na vida adulta.
“Observar padrões e buscar avaliação quando o ronco deixa de ser ocasional faz toda a diferença. Muitas vezes, o tratamento melhora não apenas o sono, mas a qualidade de vida da criança como um todo”, conclui o médico.

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