Preço do trigo sobe em abril e encarece pão e massas no Pará

Reajuste é motivado pela alta dos combustíveis e nova incidência de impostos federais sobre a importação do cerealConsumidores do Pará e de outros estados da região Norte devem se preparar para o aumento no preço do trigo e de seus derivados durante o mês de abril. O reajuste impacta itens básicos como pão francês, massas e biscoitos, refletindo a instabilidade geopolítica global e o aumento nos custos operacionais e tributários da indústria regional.

A elevação nos preços é impulsionada principalmente pelo aumento dos custos logísticos, com alta no valor dos combustíveis elevando o preço dos fretes para transporte da matéria-prima. Além disso, a necessidade de importar trigos com maior teor de proteína para atender aos padrões de qualidade do mercado tornou a produção mais dispendiosa.

Outro fator determinante é a mudança na carga tributária: desde 1º de abril de 2026, passou a incidir Pis/Cofins sobre a importação do cereal, elevando os custos para as indústrias moageiras. Embora a Argentina continue sendo o principal fornecedor, limitações na qualidade das safras vizinhas obrigam a complementação com grãos de outros países, mais caros.

O presidente do Sindicato das Indústrias do Trigo nos Estados do Pará, Maranhão, Amazonas e Amapá (Sinditrigo), Rui Brandão, explicou:

“Há limitações na qualidade disponível, exigindo complementação com trigos de padrão superior e maior custo. Adicionalmente, a partir de 1º de abril de 2026, passou a incidir Pis/Cofins sobre a importação, elevando ainda mais os custos. Diante desse cenário, os repasses de preço tornam-se inevitáveis para garantir o fornecimento com o padrão exigido.”

Alimentos que serão atingidos pelo reajuste

  • Pães (pão francês e pães de forma)
  • Massas e macarrão
  • Biscoitos e bolachas
  • Bolos e itens de confeitaria
  • Salgados e alimentos industrializados à base de farinha

Fatores do reajuste

  • Logística: alta dos combustíveis e fretes para a região Norte
  • Tributação: Pis/Cofins sobre importação desde 1º de abril
  • Qualidade: necessidade de importar trigo com maior teor de proteína
  • Cenário global: instabilidade geopolítica afetando a oferta do cereal

O setor industrial também monitora os desdobramentos dos conflitos internacionais, que continuam pressionando a oferta global de produtos essenciais, mantendo a pressão sobre as cadeias produtivas no Brasil.

(Com informações do Oliberal)

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