As detenções ocorreram por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e fazem parte do desdobramento das investigações sobre o chamado “núcleo 4” da articulação golpista.
Três militares condenados por envolvimento em uma tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022 foram presos na manhã desta sexta-feira. As detenções ocorreram por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, e fazem parte das investigações sobre o “núcleo 4” da articulação golpista.
A operação foi conduzida pelo Exército Brasileiro em diferentes cidades:
- Ângelo Denicoli foi preso em Vila Velha (ES);
- Tenente-coronel Guilherme Marques de Almeida e subtenente Giancarlo Gomes Rodrigues foram detidos em Brasília, sob custódia do Batalhão de Polícia do Exército.
O coronel Reginaldo Vieira de Abreu ainda não foi localizado e é considerado foragido.
Segundo a Procuradoria-Geral da República, os militares integravam um grupo que teria utilizado recursos da Agência Brasileira de Inteligência para monitorar adversários políticos e disseminar informações falsas, visando deslegitimar o processo eleitoral e criar instabilidade institucional.
As condenações foram determinadas pela Primeira Turma do STF:
- Giancarlo Rodrigues: 14 anos de prisão;
- Guilherme Marques de Almeida: 13 anos e 6 meses;
- Ângelo Denicoli: 15 anos e 6 meses.
Os crimes atribuídos incluem tentativa de abolir o Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, além de danos ao patrimônio público e a bens protegidos.
A defesa de Guilherme Marques informou que o militar foi detido nesta sexta-feira e que ainda aguarda análise de recursos. Até o momento, os advogados dos demais envolvidos não foram localizados.
(Com Roma News)

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