Marabá: Família se pronuncia a respeito de prisão de suspeito de participação em assalto em Mato Grosso

Parentes de um dos presos negam envolvimento direto e afirmam que investigado foi induzido a ceder conta bancária sem saber da origem ilícita dos valores e se tornou uma “laranja”A prisão de dois investigados durante a terceira fase da Operação Pentágono, deflagrada pela Polícia Civil, ganhou novos desdobramentos após a família de um dos detidos divulgar uma nota pública contestando o envolvimento direto dele no caso.

A captura ocorreu às 12h desta quarta-feira (8), em Marabá (PA), coordenada pela Superintendência Regional do Sudeste do Pará (10ª RISP) em conjunto com a Polícia Civil do Mato Grosso. Foram cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra investigados por crimes como roubo majorado, lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa.

Entre os presos estão Josivan Pereira da Silva e Pablo Henrique de Sousa Franco. Segundo investigações, eles teriam ligação com um assalto de grande porte ocorrido em abril de 2023, em Confresa (MT), caracterizado pela tática de “domínio de cidades”.

Nota da família

A família de Pablo Henrique divulgou uma nota afirmando que ele não possui envolvimento direto com atividades criminosas. Alegam que ele teria sido induzido a emprestar sua conta bancária para uma transferência, sem saber da origem ilícita dos valores, tornando-se uma espécie de “laranja”. A nota afirma ainda que Pablo Henrique não obteve qualquer benefício com a ação e permanece detido temporariamente enquanto as investigações continuam. A família confia que a inocência dele será comprovada durante o processo criminal.

Avanço nas investigações

A Operação Pentágono cumpriu, ao todo, 97 ordens judiciais expedidas pela 3ª Vara Criminal de Barra do Garça, incluindo 27 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e bloqueio de 40 contas bancárias. Durante confrontos nos estados do Mato Grosso, Tocantins e Pará, 18 suspeitos morreram e nenhum valor foi levado.

As investigações indicam que a organização criminosa tem atuação interestadual e estrutura dividida em núcleos responsáveis por comando financeiro, logística, execução e apoio. A nova fase da operação ocorreu três anos após o crime em Confresa e é considerada um avanço significativo na identificação dos envolvidos. Os presos seguem à disposição da Justiça. O grupo planejava roubar R$ 40 milhões de uma empresa.

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