Cerca de 100 famílias vivem na comunidade do Arapemã, localizada em área de várzea, e enfrentam risco iminente com o desgaste contínuo da margem fluvial.
Créditos: Divulgação/PMS
O Governo do Pará homologou a situação de emergência na comunidade quilombola do Arapemã, em Santarém, diante do avanço acelerado da erosão às margens do Rio Amazonas, e determinou validade de 180 dias para a adoção de medidas urgentes de proteção às famílias atingidas.
O decreto estadual assinado pelo então governador Helder Barbalho no último dia 31 de março, reconhece oficialmente a gravidade do cenário já decretado pelo município em fevereiro deste ano. A decisão permite agilizar ações emergenciais, facilitar o envio de recursos e viabilizar medidas para reduzir os impactos do fenômeno conhecido como “terras caídas”, que vem avançando sobre a área habitada.
A situação no Quilombo do Arapemã é considerada crítica. Cerca de 100 famílias vivem na comunidade, localizada em área de várzea, e enfrentam risco iminente com o desgaste contínuo da margem fluvial. Segundo a Defesa Civil, o processo erosivo se intensificou nos últimos meses, aproximando-se perigosamente das residências, muitas delas construídas em madeira.
A Prefeitura de Santarém já havia decretado situação de emergência no Quilombo do Arapemã, no dia 18 de fevereiro de 2026, em razão do avanço do processo de erosão da margem fluvial.
Durante vistorias técnicas, foi constatado que algumas casas estão a aproximadamente 30 metros da margem do rio, o que eleva o nível de vulnerabilidade. Além das moradias, o avanço da erosão já comprometeu áreas produtivas, plantações e acessos internos da comunidade, afetando diretamente a subsistência das famílias, que dependem principalmente da pesca artesanal e de programas sociais.
O coordenador da Defesa Civil, Darlisson Maia, explicou que o fenômeno é resultado da dinâmica natural dos rios amazônicos, mas alertou para o estágio avançado registrado na área. De acordo com ele, o processo ocorre de forma contínua desde 2022, com agravamento recente que exige resposta imediata do poder público.
Com a homologação estadual, o município passa a ter respaldo legal para intensificar ações emergenciais, como possível retirada de famílias de áreas de risco, assistência humanitária e elaboração de planos para contenção ou reassentamento. A medida também reforça a necessidade de atuação integrada entre Estado e município para garantir a segurança e a dignidade dos moradores do Arapemã.
Fonte: Estadonet

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