Novo ciclo de oficinas vai passar por todo o Brasil, com foco em municípios com menos de 50 mil habitantes. No estado, a oficina será em Belém, nos dias 20 e 21 de maio
A 2ª fase das oficinas de qualificação deve envolver mais de 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, para ampliar a oferta do método contraceptivo na rede pública, pelo SUS (Foto: Rafael Nascimento/MS)
A segunda fase das oficinas de qualificação iniciada pelo Ministério da Saúde visa a inserção do implante contraceptivo subdérmico de etonogestrel no SUS (conhecido como Implanon). A previsão é qualificar mais de 11 mil profissionais, entre médicos e enfermeiros, para ampliar a oferta do método na rede pública. Serão realizados 32 treinamentos pelo país, focando em municípios com menos de 50 mil habitantes. No Pará, a oficina ocorrerá em Belém, nos dias 20 e 21 de maio, capacitando 274 profissionais da atenção primária para oferta de métodos contraceptivos e abordagens sobre saúde sexual e reprodutiva.
O novo ciclo já passou por Vitória (ES), João Pessoa (PB), Recife (PE), Fortaleza (CE), Campo Grande (MS) e Salvador (BA). As oficinas combinam teoria e prática com simuladores anatômicos, supervisionadas por facilitadores do Ministério da Saúde. A carga horária é de 12 horas para enfermeiros e 6 horas para médicos, priorizando prática segura e conformidade com normativas. Há ainda espaço de diálogo com gestores locais para fortalecer a implementação territorial.
Em 2025, o Ministério distribuiu 500 mil unidades do Implanon, priorizando municípios maiores e com vulnerabilidade social. O Pará recebeu 20.876 implantes e, para 2026, está prevista a entrega de mais 1,3 milhão de unidades.
“A atividade trouxe discussões sobre políticas públicas e direitos sexuais e reprodutivos, além de mais segurança para realizar o procedimento.”
— Ezequiel Martins, enfermeiro da Estratégia de Saúde da Família em Brasília (DF)
O ciclo reforça a capacitação para inserção, retirada e manejo de intercorrências, incluindo temas de direitos sexuais e reprodutivos, dignidade menstrual, enfrentamento ao racismo e violências na atenção primária à saúde, além de outros métodos contraceptivos ofertados pelo SUS.
Alcance do primeiro ciclo
A primeira fase (outubro a dezembro de 2025) percorreu 27 estados com 30 oficinas, envolvendo cerca de 2,9 mil profissionais e gestores, atendendo 682 municípios. Destes, 1,8 mil médicos e enfermeiros foram qualificados para inserção e retirada do Implanon.
Sobre o Implanon
O implante subdérmico é eficaz por até três anos, com rápida recuperação da fertilidade após remoção. Faz parte do rol de métodos contraceptivos gratuitos do SUS, que inclui preservativos, DIU de cobre, anticoncepcionais orais, pílulas de emergência, laqueadura tubária e vasectomia. O Ministério reforça que o uso de preservativos é essencial para prevenção simultânea de ISTs.
Fonte: Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República – Blog do Zé Dudu

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