Proposta de reduzir jornada ganha prioridade no governo e deve ser enviada ao Congresso em regime de urgência
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A seis meses das eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) prepara uma nova estratégia com foco no trabalhador. O objetivo é o fim da escala 6×1 e a redução da jornada semanal de 44 para 40 horas, sem diminuição de salários. Nos bastidores, avalia-se que a medida pode se tornar um dos principais temas da corrida eleitoral de 2026.
A decisão é tomada em meio à queda de popularidade do governo e ao crescimento do senador Flávio Bolsonaro (PL) em pesquisas de intenção de voto. O aumento dos preços de itens essenciais, influenciado pela guerra no Oriente Médio, também pressiona a avaliação do Planalto.
Segundo levantamento do Datafolha, 70% dos brasileiros apoiam a redução da carga horária. A ideia é enviar o projeto ao Congresso em regime de urgência, que exige análise em até 45 dias. Isso aceleraria a tramitação e colocaria Lula no centro do debate.
A estratégia é comparada à de 2022, quando o presidente defendeu a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil, com grande potencial de impacto popular.
Entraves
A proposta enfrenta resistência de setores econômicos, que sugerem discutir o tema apenas após as eleições, evitando contaminação política. Além disso, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), já decidiu conduzir a questão por meio de uma PEC, atualmente em debate na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Discurso
Lula já abordou o tema em pronunciamentos, recordando sua experiência como trabalhador na indústria automobilística:
“Eu trabalhava na Volkswagen. Estava na porta às 5h30 da manhã. A Volkswagen tinha 40 mil trabalhadores e produzia 1.200 carros naquela época. E a gente tinha a mesma jornada de trabalho que se tem hoje? Com todos os avanços tecnológicos? Para que serviram todos esses avanços então? Qual o prejuízo de se reduzir 40 horas? Nenhum.”
“Aliás, a presidente do México aprovou 40 horas semanais. E fez porque não faz mais sentido, com toda a tecnologia que temos. Por isso temos que aprovar o fim dessa escala 6×1 e dar uma jornada menor para o povo trabalhador.”
Fonte: Mais Goiás

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