Oncinha-macho é a sétima reprodução no parque nos últimos 12 anos
Nascida em dezembro no BioParque Vale Amazônia, onça-pintada recebe o nome de Xingu. Foto: Bioparque Vale Amazônia/Divulgação
Xingu é o mais novo habitante do BioParque Vale Amazônia, localizado na Serra dos Carajás, em Parauapebas (PA). Nascido do casal Marília e Zezé, o filhote veio ao mundo no dia 27 de dezembro de 2025, e é irmão de Rhuana e Rhudá.
O nome indígena Xingu foi escolhido em homenagem a um dos principais afluentes do rio Amazonas, por meio de votação popular. “Sugerimos nomes de rios porque os filhos anteriores tinham nomes indígenas. Desta vez, queríamos homenagear rios da Amazônia: Xingu, Tapajós e Solimões”, explicou Rejânia Azevedo, analista administrativa do BioParque.
Animais resgatados não podem voltar à natureza
Os pais de Xingu foram resgatados de cativeiros ilegais em Goiás e não podem ser reintroduzidos na natureza, já que perderam habilidades essenciais de sobrevivência.
“Não pegamos animais da natureza. Eles chegam através de órgãos ambientais, de cativeiros ilegais ou apreensões, alguns machucados ou debilitados. Fazemos acompanhamento e atendimento técnico completo”, explicou Rejânia.
Reprodução em cativeiro é estratégia de preservação
Xingu é a sétima reprodução de onça-pintada realizada no BioParque nos últimos 12 anos, integrando uma estratégia nacional de preservação da espécie, símbolo da fauna brasileira e ameaçada de extinção.
“Ele não poderia ser readaptado à natureza, permanecerá aqui ou será destinado a outro zoológico. Ainda não pode ser visto pelo público, mas quando atingir cinco ou seis meses, será preparado para exposição”, acrescentou Rejânia.
A onça-pintada adulta pode chegar a 1,90 m de comprimento, 80 cm de altura e até 135 kg.
BioParque alia preservação e educação ambiental
Inserido na Floresta Nacional de Carajás, o BioParque Vale Amazônia possui 30 hectares, dos quais 70% são de floresta nativa, abriga 360 animais de 70 espécies diferentes e é mantido pela Vale. O parque segue planos nacionais de conservação e faz parte da AZAB (Associação de Zoológicos e Aquários do Brasil).
Entre os animais está Chicó, macaca-aranha resgatada de maus-tratos em Mato Grosso, que precisou reaprender hábitos naturais do primata para reintegração ao grupo.
Visitação gratuita atrai milhares
Em 2025, o parque recebeu mais de 200 mil visitantes. Além de conhecer os animais, o público também pode observar a flora amazônica, como a castanheira plantada em 1991 pelo então príncipe Charles e pela princesa Diana. A entrada é gratuita, e o parque funciona de terça a domingo.

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