Feriado e fim de semana preocupam veterinários: maioria dos casos graves com pets acontece nesses períodos

Levantamento aponta alta de emergências em noites, fins de semana e feriados, quando muitos tutores demoram a buscar atendimentoDivulgação 

Quem tem cachorro ou gato em casa precisa redobrar a atenção em feriados e fins de semana. Um levantamento da WeVets, rede hospitalar veterinária com atuação no Brasil, mostra que 87% dos atendimentos de pronto-socorro realizados nesses períodos são classificados como casos graves.

O dado acende um alerta importante: muitos tutores ainda deixam para procurar ajuda apenas quando o animal já apresenta sinais intensos de piora. Em vez de agir nos primeiros sintomas, a busca por atendimento costuma acontecer quando a situação se torna urgente.

Outro número que chama atenção é o horário das ocorrências. Segundo o estudo, cerca de 14% dos casos acontecem durante a madrugada, entre 22h e 6h, faixa em que problemas clínicos tendem a chegar mais avançados e exigem resposta rápida.

Segundo veterinários ouvidos pela rede, o pronto-socorro ainda acaba sendo a principal porta de entrada fora do horário comercial, especialmente quando clínicas convencionais estão fechadas. Na prática, isso significa tratamentos mais complexos, internações mais longas e custos maiores.

A principal dica dos especialistas é: invista em consultas de rotina e não esperar o pet “piorar sozinho”.

Sinais de alerta no pet:

  • Falta de apetite repentina;
  • Vômitos ou diarreia frequentes;
  • Cansaço fora do normal;
  • Dificuldade para respirar;
  • Tremores;
  • Dor ao andar ou se levantar;
  • Sangramentos;
  • Mudança brusca de comportamento.

Cuidados extras no feriado:

  • Evite dar restos de comida humana;
  • Mantenha água fresca disponível;
  • Redobre atenção em passeios;
  • Não deixe objetos perigosos acessíveis;
  • Observe qualquer mudança no comportamento;
  • Tenha o contato de uma clínica 24h salvo.

Com viagens, mudanças de rotina e casas cheias, feriados costumam aumentar riscos de acidentes e indisposição em cães e gatos. Por isso, prevenção e atenção aos sinais podem fazer toda a diferença.

Fonte: O Hoje

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